domingo, 2 de setembro de 2018

Onze Homens e um Segredo (2001)

Resultado de imagem para ocean's eleven 2001

Refilmagem do clássico da década de 60, Onze Homens e um Segredo é o follow-up de um Soderbergh recém-ganhador de um Oscar, com um elenco estelar composto por nomes como Brad Pitt, Julia Roberts, George Clooney, Matt Damon, Don Cheadle, e por aí vai. O filme é bem leve, com momentos genuínos em que fica bem claro que a intenção do Soderbergh flerta com o entretenimento a todo instante, sem deixar de lado o cinema que tanto aflora de cada frame e cada movimento que a câmera faz, compondo balés repletos sofisticação, ajudando a criar uma atmosfera de puro requinte e charme. 

Ocean's Eleven, direção de Steven Soderbergh

terça-feira, 31 de julho de 2018

Filmes do mês: julho


Breves recomendações sobre filmes conferidos durante o mês (apenas os primeiros vistos, revisões listadas abaixo). Alguns filmes que receberam cotação completada com meia estrela são arredondados (ex.: quatro estrelas e meia = cinco estrelas). 

cinco estrelas

Trama Fantasma, dir.: Paul Thomas Anderson
Hermia & Helena, dir.: Matías Piñeiro
Febre da Selva, dir.: Spike Lee
When the Levees Broke: A Requiem in Four Acts, dir.: Spike Lee
Nossa Irmã Mais Nova, dir.: Hirokazu Koreeda

quatro estrelas

Blade II: O Caçador de Vampiros, dir.: Guillermo Del Toro
Perfume de Mulher, dir.: Martin Brest
Vigaristas, dir.: Rian Johnson
Maria Madalena, dir.: Garth Davis

três estrelas

Tony Manero, dir.: Pablo Larraín
Foxtrot, dir.: Samuel Maoz
Uma Manhã Gloriosa, dir.: Roger Michell
Busca Implacável, dir.: Pierre Morel
A Herança do Sr. Deeds, dir.: Steven Brill

CURTAS

Tio Yanco, dir.: Agnès Varda
Darkened Room, dir.: David Lynch
Blue Green, dir.: David Lynch
For the Hungry Boy, dir.: Paul Thomas Anderson

revistos

Absurda, dir.: David Lynch

sábado, 28 de julho de 2018

Festival de Veneza 2018 — Seleção Oficial


Anunciados os filmes que estão integrando um dos festivais de cinema mais badalados.

COMPETIÇÃO

First Man, dir: Damien Chazelle (FILME DE ABERTURA)
The Mountain, dir: Rick Alverson
Doubles Vies, dir: Olivier Assayas
The Sisters Brothers, dir: Jacques Audiard
The Ballad Of Buster Scruggs, dirs: Ethan Coen, Joel Coen
Vox Lux, dir: Brady Corbet
22 July, dir: Paul Greengrass
Roma, dir: Alfonso Cuaron
Suspiria, dir: Luca Guadagnino
Werk Ohne Autor, dir: Florian Henckel Von Donnersmarck
The Nightingale, dir: Jennifer Kent
The Favourite, Yorgos Lanthiomos
Peterloo, dir: Mike Leigh
Capri-Revolution, dir: Mario Martone
What You Gonna Do When The World’s On Fire?, dir: Roberto Minervini
Sunset, dir: Laszlo Nemes
Frères Ennemis, dir: David Oelhoffen
Nuestro Tiempo, dir: Carlos Reygadas
At Eternity’s Gate, dir: Julian Schnabel
Acusada, dir: Gonzalo Tobal
Killing, dir: Shinya Tsukamoto

FORA DE COMPETIÇÃO

A Star Is Born, dir: Bradley Cooper
Mi Obra Maestra, dir: Gaston Duprat
Un Peuple Et Son Roi, dir: Pierre Schoeller
A Tramway In Jerusalem, dir: Amos Gitai
La Quietud, dir: Pablo Trapero
Shadow, dir: Zhang Yimou
Dragged Across Concrete, dir: S Craig Zahler
The Other Side Of The Wind, dir: Orson Welles
They’ll Love Me When I’m Dead, dir: Morgan Neville
L’Amica Geniale, dir: Saverio Costanza
Il Diario Di Angela – Noi Due Cineasti, dir: Yervant Gianikian
A Letter To A Friend In Gaza, dir: Amos Gitai
Aquarela, dir: Victor Kossakovsky
El Pepe, Una Vida Suprema, dir: Emir Kusturica
Process, dir: Sergei Loznitsa
Carmine Street Guitars, dir: Ron Mann
Isis, Tomorrow. The Lost Souls Of Mosul., dirs: Francesca Mannocchi, Alessio Romenzi
American Dharma, dir: Errol Morris
Introduzione All’Oscuro, dir: Gaston Solnicki
Your Face, dir: Tsai Ming-Liang
1938 Diversi, dir: Giorgi Treves
Monrovia, Indiana, dir: Frederick Wiseman
Una Storia Senza Nome, dir: Roberto Ando
Les Estivants, dir: Valeria Bruni Tedeschi

MOSTRA HORIZONTES

Sulla Mia Pelle, dir: Alessio Cremonini (FILME DE ABERTURA)
Manta Ray, dir: Phuttiphong Aroonpheng
Soni, dir: Ivan Ayr
The River, dir: Emir Baigazin
La Noche De 12 Anos, dir: Alvaro Brechner
Deslembro, dir: Flavia Castro
The Announcement, dir: Mahmut Fazil Coskun
Un Giorno All’Improvviso, dir: Ciro D’Emilio
Charlie Says, dir: Mary Harron
Amanda, dir: Mikhael Hers
The Day I Lost My Shadow, dir: Soudade Kaadan
L’Enkas, dir: Sarah Marx
The Man Who Surprised Everyone, dirs: Natasha Merkulova, Aleksy Chupov
Memories Of My Body, dir: Garin Nugroho
As I Lay Dying, dir: Mostafa Sayyari
La Profezia Dell’Armadillo, dir: Emanuele Scaringi
Tel Aviv On Fire, dir: Sameh Zoabi
Jinpa, dir: Pema Tseden
Stripped, dir: Yaron Shani

quinta-feira, 12 de julho de 2018

ESTA É A NOSSA TERRA (2017)


Se com Pas Son Genre Belvaux se apresentava como um diretor para ficarmos de olho, Chez Nous é a definitiva confirmação da promessa, elevando-o a um nome de peso no cinema francês atual. Repete a parceria com a intérprete belga Émilie Dequenne, em mais uma performance de ouro, na pele de uma enfermeira do interior que acaba se tornando alvo da campanha política de um partido de extrema-direita, com um teor bem mais tenso e sério de pontuação dramática do que de seu papel anterior, o que, claramente, não o torna menos impressionante e apreciável. O final é de um choque tremendo. Crônica política que consegue transmitir com precisão o baque e a desestabilização do conflito político que encena, sem extravasar nem reduzir, mas no tom certo, dramaticamente equilibrado. É bem curioso encontrar um filme assim, que consegue assustar só pelo fato de ser atual.

Esta é a Nossa Terra (Chez Nous)
dir. Lucas Belvaux
★★★★

MARIA MADALENA (2018)


Muito, muito melhor que Lion. Como filme, é o primeiro que eu realmente admiro do Garth Davis, que já tinha feito um excelente trabalho na minissérie Top of the Lake. Não é apenas o elenco (incrível), a fotografia (primorosa), mas a recriação da história, que já foi recontada várias vezes, com frescor e sensibilidade admiráveis, e um senso de humanidade aguçado, transformam este Maria Madalena num impressionante exercício de cinema e reconstrução. 

Rooney Mara e Joaquin Phoenix, impagáveis.

Maria Madalena (Mary Magdalene)
dir. Garth Davis
★★★½

domingo, 3 de junho de 2018

DEADPOOL 2 (2018)



Deadpool voltou. Num dos melhores anos da produtora, a Marvel lança a sequência do prestigiado Deadpool, um passo de inovação que misturava humor e ação e inclusive chegou a ser indicado a diversos prêmios, como o Globo de Ouro (e quase chegou a fazer a lista do Oscar, pra vocês terem uma noção). Ryan Reynolds aposta em doses desconcertantes de ironia, humor despudorado e piadas sacanas para construir novamente seu personagem, e com uma atenção bastante cuidadosa com o drama.

A sequência é criativa, tem muitos momentos bons sim (os créditos inspirados em Skyfall, as inúmeras referências ao longo do filme, Logan, Dolly Parton), e os deslizes podem até remeter às próprias falhas do primeiro longa, muitas vezes os exageros da comédia dão lugar a um exagero coletivo, que se por um lado pode (e deve) incomodar, por outro revela uma ousadia bastante sadia, uma permissão muito feliz a filmes de super-herói, que nem sempre vemos por aí.

Achei que iria rir mais, e não que eu não tenha, talvez as expectativas de minha parte tenham sido levadas ao extremo. Me surpreendi com a delicadeza com que o drama é introduzido, sem se achar demais, nem tão tímido, mas no ponto certo, fazendo um par excelente com a comédia em dados momentos.

É um filme que se permite, e acho que esse é o principal ponto dele, não se levar a sério, mostrar que às vezes se descontrair é tudo o que se precisa para conseguir conciliar, e atingir, uma certa verdade. Entre risadas e possíveis lágrimas, o novo Deadpool mostra uma figura gentilmente humana por trás do herói caricato e espessamente sarcástico, um herói diferente, para aqueles que assim preferem, que enxerga naqueles ao seu redor a tristeza, a felicidade, mas sobretudo os lados e as formas que podemos assumir, e que, com a facilidade com que uma risada pode se transformar numa lágrima, a esperança que reside em cada novo sentimento, em cada ciclo que abraçamos. 

Deadpool 2
dir. David Leitch
★★