sábado, 5 de novembro de 2016

Crítica: "ONE DREAM RUSH" (2010) - ★★★


Gosto da ideia de reunir vários diretores e cada um deles propositados a realizar um curta com menos de 42 segundos sobre ou sendo um sonho. Talvez a ideia aqui tenha sido explorada com um certo distanciamento, até por conta da duração, que é bastante limitativa. Mas eu não posso negar que achei interessante alguns segmentos. E tem muita gente envolvida, aliás. One Dream Rush é aquele tipo de filme sem explicação. Não há teoria, não há nada. É um filme completamente surrealista, com várias sequências oníricas inexplicavelmente sem sentido, e que devem ser aceitas e vistas dessa forma, independente de compreensão, o que talvez vá irritar alguns espectadores que anseiam por algo que faça sentido.

Muitos dos "sonhos" envolvem cadáveres, cores, músicas ao contrário, gente gritando e correndo, coisas bem oníricas mesmo. Curioso é que muitos diretores optaram por um formato de câmera menos convencional, do tipo caseira, para dar um aspecto mais homemade ao trabalho feito, um recurso excelente, já que muitos dos fragmentos de terror foram filmados neste formato mais vanguardista, o que é excepcional. 

Ao todo, são 42 diretores envolvidos, entre eles David Lynch, Asia Argento, Abel Ferrara, Leos Carax, Gaspar Noé, Mike Figgis, Carlos Reygadas, Larry Clark, Harmony Korine, Lou Ye, entre outros, todos eles reunidos neste projeto mega interessante e indubitavelmente provocador e, às vezes, assustador. Há quem não goste, mas eu simplesmente não consigo resistir a esses projetos independentes que se empenham em nos intimidar usando a "lógica" onírica. Delicioso.

One Dream Rush
dir. vários

Crítica: "DIREITO DE AMAR" (2009) - ★★★


O primeiro filme do figurinista de renome Tom Ford é um trabalho muito bonito de se ver, que até um certo ponto consegue se sustentar, mas que amarga quando se aproxima do final. A verdade é que é um filme excelentemente bem fotografado e esta é a única razão pela qual deve-se vê-lo. É claro, temos a performance exuberante de Colin Firth, mas que perde um pouco da graça que ostenta nas cenas iniciais com um desfecho preguiçoso.

Claramente, há momentos extremamente bonitos e interessantes de se acompanhar. Direito de Amar não chega a ser um filme maçante por conta dos belos cenários, das cenas saturadas, dos figurinos de época, das cores sempre vívidas e da estilosa mise-en-scene de Tom Ford. Por mais que seja desleixado, é um trabalho cuidadoso, estiloso, revolto em uma camada de seda tão fina e macia que a gente sente do outro lado. É prazerosamente tenro assistir a um filme tão delicado assim e que apresenta um personagem tão enigmático. Sensibilidade e estilo definem Direito de Amar.

A estética plástica se aproxima de um retrato modernizado dos anos 50 e que também expressa as características e a personalidade de George, interpretado excepcionalmente por Colin Firth. Outra performance de destaque é a de Julianne Moore, como a ex-mulher desvairada do personagem. Aquela cena da dança é bastante curiosa justamente por conta da presença dela, que é uma atriz maravilhosa e talentosíssima, e aqui, por mais que sua participação seja pequena, deixa sua marca.

Enfim, mesmo que seja um tanto decepcionante quanto à estrutura irregular e a duração cansativa, Direito de Amar faz-se importante pela caracterização da homossexualidade de um homem e sua vida "pacata" entre amores, desilusões e desejos, e sua relação consigo mesmo e com o mundo ao redor. Firth está ótimo, só pra finalizar. Não percam essa pérola.

Direito de Amar (A Single Man)
dir. Tom Ford - 

Crítica: "CASA DE AREIA E NÉVOA" (2003) - ★★★★


É interessante notar como alguns filmes simplesmente nos convencem por situações que englobam complexidade e atrição fervorosa entre os personagens, como bem acontece em Casa de Areia e Névoa. Este foi o primeiro filme do cineasta/roteirista ucraniano Vadim Perelman, que alguns anos depois dirigiu Sem Medo de Morrer e desde então nunca mais trabalhou em nenhuma produção americana, curioso para um cara que dirigiu um longa aclamadíssimo e que recebeu inúmeros prêmios e indicações (incluindo três justíssimas ao Oscar em 2004, nas categorias de Ator, Atriz Coadjuvante e Trilha Sonora) sumir assim do nada, praticamente.

O livro "House of Sand and Fog", que deu origem a este filme, foi disputado por diversos estúdios, até finalmente ser produzido pela Dream Works. A questão do conflito entre americanos e imigrantes do Oriente Médio, principalmente os muçulmanos, foi bastante abordada no cinema americano após o 11 de setembro, e provavelmente Casa de Areia e Névoa seja o exemplar mais completo e firme sobre essa relação tão atribulada. Didaticamente, é um filme sobre o contraste de perspectivas e visões num mundo onde a moral é controlada pela lei e a vingança é a única fonte de se obter a verdadeira justiça. 

Neste poderoso e multifacetado drama sobre questões étnicas, Jennifer Connelly interpreta uma empregada doméstica que, devido a certos problemas com o departamento imobiliário, foi tomada pelo governo para pagar dívidas acumuladas durante os anos. Morando num motel, ela decide procurar uma advogada para conseguir sua morada de volta, até que ela se torna propriedade de um imigrante muçulmano, interpretado por Ben Kingsley, que compra ela e decide morar lá com sua família. 

Não demora muito e a personagem de Jennifer se revolta contra os atos do homem e passa a se intrometer na vida da família do homem. Esse contraste cria uma divisão bastante mútua e anti-maniqueísta, enquanto divide quem assiste à situação. Rispidamente, o filme passa de drama moral para suspense megalomaníaco e se aprofunda de tal maneira que até para explicar fica difícil.

A sempre presente trilha sonora excepcional de James Horner consegue tonalizar a acidez da trama e ao mesmo tempo confere sustância ao suspense que se instala na segunda parte do filme, quando as coisas começam a ficar mais sérias e a tendência trágica se eleva. O desfecho é rico e perfeitamente representativo em muitos sentidos, seja para evidenciar que a justiça fragmentada na terra dos sonhos, ou as irregularidades no sistema imobiliário que causam tanta dor de cabeça aos americanos, e em certos casos, como acontece em Casa de Areia e Névoa, custam vidas.

O que realmente está em pauta aqui é a capacidade do ser humano de dominar e ao mesmo tempo ser dominado. Estamos cegamente suscetíveis ao controle alheio por vivermos dentro de uma sociedade manipuladora e opressora cuja lei determina o que é certo e o que é errado sem, de fato, ligar para os conceitos morais que, na verdade, deveriam ser adotados para se fazer justiça. 

O mundo é um lugar frio e cruel. As pessoas estão se matando por questões meramente banais. Os personagens de Casa de Areia e Névoa vivem num conflito inacabável centrado na diferença de opiniões, uma questão excepcionalmente abrangente para a grande parte dos conflitos dos tempos modernos. 

Casa de Areia e Névoa (House of Sand and Fog)
dir. Vadim Perelman - 

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Crítica: "FESTA DA SALSICHA" (2016) - ★★★


Festa da Salsicha é um caso à parte. Trata-se de um filme único, no sentido de ser até, em determinados momentos, revolucionário e inovador dentro de um gênero tão padronizado como a animação, algo exclusivamente notório em outras produções mais parecidas, como os polêmicos South Park: Maior, Melhor e Sem Cortes e Team America: Detonando o Mundo, ambos os filmes dirigidos por Trey Parker e Matt Stone, criadores da série South Park, outro exemplo nato de animação adulta dos tempos atuais. 

O mais curioso dessas animações adultas é que, de uma forma ou de outra, elas sempre acabam nos escandalizando e chocando mesmo que seja por adereços tão banais e até comunais na vida real, como o uso excessivo de palavrões, seja em momentos de fúria ou de extrema alegria, o que demonstra que quase cegamente nós ainda estamos presos àquele velho estilo de animação, dirigido para o público infantil, filmes inocentes e despretensiosos. Automaticamente, nós estamos "acostumados" a essa fórmula repetitiva dentro do gênero, mesmo que isso não seja algo negativo, mas indica que o mesmo precisa urgentemente ser restaurado, pois não há nenhum equilíbrio. Por isso, esse desenho adulto engraçadíssimo vai deixar muita gente chocada e, provavelmente, nervosa.

Atualmente, as animações direcionadas para o público juvenil, por exemplo, vem crescendo como uma tendência, mas ainda tem muita gente que diz que "desenho é só para crianças", e cria limites para um gênero tão vasto e repleto de possibilidades. Festa da Salsicha, mesmo que seja um filme abarrotado de defeitos, não deixa de ser importante justamente por conta desse quesito. O filme envolve temáticas completamente adultas. Dá pra se dizer que é até proibido para crianças. Porém, eu creio que o público juvenil se encaixa na faixa do filme. Não é a melhor opção para esse tipo de espectador, mas é provável que vá render muitas gargalhadas em quem se submeter a vê-lo.

A premissa, sobretudo, é fascinante. Em um supermercado, alimentos falantes aguardam ansiosamente pelo momento em que serão comprados pelos "deuses" (nós, os humanos), sem saberem que na verdade o "grande além", quando eles saem do mercado, que eles tanto desejam é na verdade o fim de tudo, quando nós os consumimos. 

No fundo, é um filme feito para se "levar na esportiva". Propositalmente, há ofensa de tudo quanto é lado, na intenção de não apenas chocar o público mas também de trazer uma perspectiva mais ampla do mundo em que vivemos, das conspirações e das mentiras que nos contam. Nos primeiros minutos, tudo corre bem, até que o filme queima seu filme quando ataca as religiões e as crenças, estabelecendo uma moral ateísta extremamente duvidosa, partindo para um lado mais sério, que quebra os limites do que então seria apenas uma brincadeira, e termina beirando o desrespeito moral e étnico, no cúmulo da imaturidade. Ainda sim, há acertos: o filme trabalha bem temáticas difíceis como diferenças raciais nos tempos modernos, influência religiosa, imposição social, manipulação e opressão.

No entanto, não há quem duvide de que é um dos filmes mais engraçados do ano. Provocativo e one-of-a-kind, trata-se de uma oportunidade rara de gargalhar até dizer chega (ou não) com o melhor desenho adulto dos últimos anos. Sacanagem à flor da pele, aqui não tem nenhum pudor mesmo. O roteiro é maravilhoso, cheio de sacadas geniais e referências precisas. Um exercício de liberdade de expressão tão genuíno e honesto que certamente merece destaque dentre os filmes de 2016. Aquela sequência da orgia das comidas é a melhor do filme inteiro. 

Festa da Salsicha (Sausage Party)
dir. Greg Tiernan, Conrad Vernon - 

Crítica: "O BOM GIGANTE AMIGO" (2016) - ★★★


Se não fosse pelo nome de Steven Spielberg no crédito de diretor deste projeto, eu provavelmente nem teria visto ele, pra começo de história. E não que se trate de um filme ruim. Digamos que fábulas infantilizadas sobre a relação de humanos e gigantes não abrem o meu apetite. Entretanto, por mais entediante que seja, O Bom Gigante Amigo tem seu charme. Só creio que esteja muito aquém da capacidade cinematográfica de Spielberg. É um filme para crianças. O que não necessariamente indica que os adultos, ou até mesmo jovens, não irão gostar. 

Em um orfanato em Londres, uma garotinha que sofre de insônia, eventual narradora da introdução e do fechamento do filme, é raptada por um homem gigante e levada até a Terra dos Gigantes, onde passa a conviver com ele e aprender mais sobre sua vida e seus hábitos. Diferente de outros gigantes de sua raça, o "bom gigante amigo" não devora crianças. Frequentemente, estes fazem visitas seja para conseguir alguma comida ou "apenas" para irritar o gigante gentil.

O conto moral de Spielberg sobre o valor da amizade e da gentileza funcionaria melhor se não fosse tão enfadonho em sua conclusão fraca, e provavelmente dependa mais da boa vontade do espectador para gostar dele. Ser convincente também não é o forte de O Bom Gigante Amigo. Seria o filme que é artificial demais ao ponto de soar como uma estratégia forçada de chamar a atenção ou só eu que fiquei muito aborrecido com seu desfecho cansativo e insolente?

Por incrível que pareça, a parte final do filme é a mais interessante, quando o gigante e a menina fazem uma visita à rainha da Inglaterra numa tentativa de conseguir derrotar os gigantes malvados (maniqueísmo total). Os esforços da fotografia excelente de Janusz Kaminski, repleta de cores encantadoras e luzes penetrantes, são em vão, visto que, neste caso, só reforça a sensação de persuasão narrativa.

No fim das contas, é um filme que vale pela diversão. Muito legal ver o Spielberg voltando às suas raízes, ao universo infantil da magia e da inocência, com pureza e leveza. Não por acaso a roteirista do filme, Melissa Mathison, é a mesma de ET. A diversão aqui neste filme é um prato cheio. A aprovação da criançada é certeira.

O Bom Gigante Amigo (The BFG)
dir. Steven Spielberg - 

domingo, 30 de outubro de 2016

Crítica: "THE SEARCH" (2014) - ★★★½


Se por um lado o promissor The Search não é como poderíamos esperar de alguém que dirigiu um filme tão bonito como O Artista, pelo menos tem alguns acertos bastante convencionais e mencionáveis dentre alguns defeitos que causaram tanto incômodo à crítica internacional. The Search, aliás, foi recebido com chutes e pontapés no Festival de Cannes, há 2 anos, onde estreou na linha competitiva. O longa segue sem data de estreia nos EUA, apesar de ter estreado por lá nos festivais de Palm Springs e Sonoma ano passado conforme consta no IMDb. A direção de Hazanavicius é um mérito maior em si. Algumas das cenas mais memoráveis de The Search os são por conta da sublime realização de Michel. 

A trama segue caminhos distintos e vaga por subtramas, contando as histórias de pessoas afetadas drasticamente pela guerra na Chechênia após a invasão do país pela Rússia em 1999. Um menino cuja família é brutalmente assassinada foge de sua casa com um bebê. Um soldado recém-chegado que sofre maus tratos por parte dos militares. Uma mulher desesperada à procura dos irmãos. Uma voluntária francesa que "adota" um garoto checheno aparentemente mudo. Histórias e personagens da guerra que se entrelaçam num filme que extrapola os limites do gênero (no bom sentido), sem deixar de se apegar à clichês "renovados" e inocentes que conferem ao longa um toque de frescor e emoção. 

A edição e a fotografia são excepcionalmente fabulosas. Se fosse para favoritar uma cena, favoritaria aquela cena dos soldados debaixo do helicóptero. Sei que não é provavelmente a melhor sequência, mas é a minha predileta, justamente por causa da montagem dela. A narrativa, embora trôpega e por vezes vaga demais, tem seus poucos pontos positivos ainda que opte por um padrão mais tradicional, convencional de se contar histórias e que talvez decepcione a quem procura complexidade e, digamos, sofisticação. Mas não dá pra dizer que é um filme ruim. Os trauma da guerra são explorados acidamente com uma distância perplexa, mas que se faz precisa. Hazanavicius mais e mais nos conquista com um cinema que enamora e enaltece o cinema em si e a arte de contar histórias, seja na intenção de nos emocionar, chocar ou provocar reflexão. 

The Search
dir. Michel Hazanavicius - ★★★½ 

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Crítica: "JOVENS, LOUCOS E REBELDES" (1993) - ★★★★★


Essa semana me pegou de surpresa. As responsabilidades vão despontando e se apropriando cada vez mais de um significativo espaço da minha vida e tomando o lugar dos pequenos prazeres que cultivo. Mas há uma razão, afinal, para isso estar acontecendo. A semana está sendo extremamente exigente em diversos quesitos e a vida vem pregando peças e sustos em mim com uma frequência assustadoramente intrigante. Paranoia? Medo? Insegurança?  O bom (provavelmente) é que o ano está acabando. 2017 promete muitas coisas novas. Entretanto, foco no presente. Ainda tem um longo caminho a ser percorrido. E escrever no blog torna-se mais e mais uma missão rara e complicada com o surgimento das responsabilidades que vão se apoderando de nossas forças, tanto físicas quanto mentais. Bem, vamos falar de algo que é motivo de alegria: Jovens, Loucos e Rebeldes, um filme recentemente visto que me encantou bastante por uma série de coisas. 

É um dos primeiros filmes do gênio Richard Linklater, que dois anos após viria a dirigir Antes do Amanhecer, um de seus melhores e mais inesquecíveis longas, oriundo de uma fase mais descontraída de sua filmografia, ainda que tão potente e eloquente como qualquer outra. Já eram visíveis, lá atrás, traços marcantes que viriam a definir o estilo e o ritmo fílmico de Linklater. Popular e aclamado, Jovens, Loucos e Rebeldes marcou época. Não é o melhor filme do Richard (este posto, por sua vez, é ocupado por Antes do Pôr-do-Sol, e não me canso de repetir que é um dos meus favoritos de sempre), mas é um baita de um destaque, principalmente como um percursor do cinema independente norte-americano. Aliás, o próprio Linklater já é um veterano do cinema vanguardista e independente dos Estados Unidos. 

O longa é basicamente sobre jovens, loucos e rebeldes. Ou melhor, a sociedade dos jovens, loucos e rebeldes. Em si, é um filme de pura descontração. O público se diverte, se identifica e se maravilha com as presepadas doidas do grupo de personagens que toma a conta da trama com alma subversiva e coração rebelde deste que é um trabalho excepcional.

As referências, o contexto crítico ao padrão de vida americano e às irregularidades do sistema escolar levemente tonalizam uma certa seriedade a uma história tão despretensiosa, natural e repleta de honestidade. Não dá pra negar que o filme é um estouro de tão bom. Além de tudo isso, é revolucionário, é importante, é tudo de bom. O elenco é formado por hoje astros renomados de Hollywood que na época ainda eram pivetes, como Milla Jovovich, Parker Posey, Adam Goldberg e Shawn Andrews, sem falar nas participações de Matthew McConaughey (all right, all right, all right) e Ben Affleck, ainda um completo desconhecido àquela altura. Até Renée Zellweger esteve no filme, como figurante (vejam só!). Quentin Tarantino revelou que este é um de seus filmes prediletos à Sight & Sound. 

Brilhante. Imensamente brilhante. Richard Linklater conseguiu fazer um filme agradável de se ver, inspirador e universal. Os velhos tempos de escola que ninguém esquece. As aventuras do colegial, os amores da juventude, as festas malucas. Um retrato mais que convincente, impactante, emocionante das agitações da idade e a representação quase onírica de uma época decorada pela liberdade de expressão e pela redescoberta moral. Excelentemente bem-feito! Quanto à "sequência espiritual" Jovens, Loucos e Mais Rebeldes!!, estou doido pra conferir. 

Jovens, Loucos e Rebeldes (Dazed and Confused)
dir. Richard Linklater -