Clint Eastwood arriscou tratar da vida e do trabalho de J. Edgar Hoover, o homem que encabeçou o FBI na primeira metade do século 20, e tornou-se uma figura lendária da história americana. O bom aqui é DiCaprio, em uma atuação ótima, que merecia mais reconhecimento do que teve, e o hoje "cancelado" (após os escândalos do #MeToo) Armie Hammer, em uma de suas primeiras atuações de destaque (ele está igualmente bom). Há momentos inspirados, trata-se de uma biografia abrangente, conta com o roteiro decente, do mesmo roteirista de MILK, mas a impressão é que a história poderia ter sido mais bem costurada, e em alguns momentos faltou mais concisão, por exemplo no cuidado da relação de Hoover e Clyde. A mise-en-scène de Clint, no entanto, merece o nosso respeito.

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