O vencedor do Óscar Tom Hooper (O Discurso do Rei) reproduz uma das histórias mais autênticas da história da literatura em um clássico moderno cinematográfico renovado, ainda que cheio de falhas. Les Misérables adapta o musical da Broadway do mesmo nome, desta vez baseado no romance de Victor Hugo. Com um elenco brilhante, uma trilha sonora arrebatadora e uma equipe técnica sensacional, Les Misérables nos encanta assustadoramente com um senso imaginário cheio de criatividade visionária que seu elenco transmite a cada cena que dança e canta entre seus 160 minutos cheio de imperatividade, música, paixão, fúria, guerra e amor.
O figurino, a música, o som, a direção de arte, a maquiagem, a fotografia, a direção, o roteiro, o elenco... Tudo está perfeccionado em mínimos detalhes, criando um "efeito" realista para esta grandiosa fábula cinematográfica e musical;
Tudo é muito bem feito em Les Misérables, e talvez isso o torne um tanto repetitivo ou sem ação. As cenas musicais tem pouca movimentação e os personagens estão mal conectados no roteiro, o que não influencia muito para a transformação de Les Misérables numa autêntica obra de arte de Hollywood.
Em suas cenas musicais dramáticas (o filme é pouco composto por falas normais) o grande filme de Tom Hooper cria a sensibilidade no pano de cada personagem, dando vida ás performances criativas e emotivas no filme, destacando a vencedora do Óscar Anne Hathaway e Hugh Jackman (indicado por sua performance desoladora como Jean Valjean).
Encantador, tocante, profundo, charmoso, esperançoso e rico de cenas cheia de vida e emoção, Les Misérables é maravilhosamente inspirador, repetindo aqui que não deixa de ser um filme repetitivo e por vezes distante.
Os Miseráveis (Les Miserábles)
dir. Tom Hooper - ★★★★

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