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quinta-feira, 17 de março de 2016

THE OFFICE / 1ª Temporada


A primeira temporada de The Office, muito provavelmente por ser a mais curta (são 6 episódios no total), é a mais leve das temporadas. E, mesmo sendo também despretensiosa e minimamente introdutória, a temporada inicial de um dos seriados mais aclamados e populares da televisão norte-americana não escapa de certas falhas. Por outro lado, é interessante pra quem começou a acompanhar a série lá nas últimas temporadas (como eu) observar esse pontapé inusitado e acomodado. Se formos ver no geral, até que a 1ª temporada de The Office vale a pena, viu? 

Não sei se já narrei essa história antes, mas meu professor de inglês ficou de me emprestar há mais de um ano, eu acho, o box da versão original do Ricky Gervais (The Office britânico), segundo ele "mais hilário que o americano". Mas o tempo passou e eu acho que ele acabou se esquecendo, muito embora uma hora ou outra ele ainda me lembre. O pior é que na época não consegui achar na internet. Quando eu tiver um tempo, vou tentar procurar em torrent. Enfim, Ricky Gervais leva o crédito de co-roteirista e produtor executivo dessa primeira temporada. Legal a iniciativa dele de ter emprestado a sua criação para os americanos, já que ele não obteve muito sucesso mesmo na TV britânica (a versão original chegou a ganhar um Globo de Ouro, mas a fama foi pouca). 

Foi até inteligente da parte dele, digamos, já que, em comparação ao inglês, o The Office americano foi mil vezes mais bem-sucedido e amplamente recebido e distribuído mundo afora. E, de qualquer forma, o projeto, independente desses aspectos, é uma obra. Eu ainda não vi o britânico, mas o americano é maravilhoso. O reconhecimento à versão americana teria justificado o insucesso da versão britânica? Se foi esse o objetivo do Gervais, pode-se dizer que não houve desapontamentos. E, afinal, que mal há nisso? 

Não há muita coisa a se dizer sobre a 1ª temporada de The Office. O desenvolvimento da versão americana foi lento. A lista de personagens é o básico do básico do básico da lista de personagens da série. O clima satírico impera e em certos momentos até se mostra um tanto incômodo (num bom sentido). Há momentos engraçados? Muitos. Há momentos sem graça? É, tem algumas coisinhas que não colam, mas é pouca coisa. Os seis episódios são todos bem agradáveis e digeríveis. É difícil não gostar.

Steve Carell, que antes de The Office era praticamente um Zé Ninguém (realmente, o seriado fez a carreira de Steve decolar) encarna Michael Scott, gerente regional da Dunder Mifflin, corporação responsável pelo transporte e pela confecção de papel e materiais relacionados, que lidera uma sede da empresa localizada em Scranton, Pensilvânia (sim, essa cidade existe) e mantém uma relação de fraternidade bem complicada com o resto dos funcionários (espectro ora cômico ora decepcionante, no geral mais cômico). A 1ª temporada explora uma fase de downsizing que afeta a Dunder Mifflin e põe em risco a filial de Scranton, que está sujeita a corte de gastos e demissão de empregados. 

Ainda conhecemos Jim Halpert (John Krasinski), um homem que está claramente infeliz com o trabalho tedioso mas que não vê outra alternativa em sua vida, e que tem uma queda pela recepcionista da filial, Pam Beesly (Jenna Fischer), uma garota meio deprimida (por natureza) que vive sendo perturbada por Michael. Enquanto vai levando o emprego chato aos bocejos, Halpert ainda tem que aturar o colega imaturo e bagunçado, Dwight (Rainn Wilson), seu "arqui-inimigo". Há ainda Ryan Howard (B.J. Novak), funcionário novato, Oscar Martinez (Oscar Nunez), Angela Martin (Angela Kinsey), Kelly Kapoor (Mindy Kaling), Kevin Malone (Brian Baumgartner), Meredith (Kate Flannery), Phyllis Lapin (Phyllis Smith) e Stanley (Leslie David Baker). 

Vou confessar: sou frequentemente um grande simpatizante dos personagens do Steve Carell (como ele era gordo, não é?), mas tem certos momentos em que o Michael Stone chega a ser bem irritante, hein? Puxa vida. O cara faz de tudo pra transformar a área de trabalho em um ambiente de diversão e mutualidade, mas só termina em encrenca. E o mais engraçado de tudo é que a gente, indiretamente, acaba se identificando com certas situações em que o personagem se mete, mesmo cientes dos exageros do chefe, sempre muito positivo e brincalhão, mas que chega a ser tão, mas tão descontraído que incomoda pra caramba. E, a certo modo, é bem assim que acaba quando nós tentamos consertar as coisas ou tentar novas coisas. E, é claro, tem aquelas horas que é simplesmente muito, mas muito engraçado. A vida de escritório é mesmo uma aventura. E The Office continua sendo minha série predileta.

1. Pilot

Episódio piloto. Michael Stone e o resto dos personagens são apresentados. Aquele já característico aspecto fílmico de mockumentary infesta a tela. É triunfal. Não é o melhor episódio, mas é uma boa introdução. Começamos a compreender logo por aqui o relacionamento dos funcionários e o comportamento do protagonista, o chefe Michael Stone, que perambula pelo escritório fazendo piadinhas, se exibindo em entrevistas, brincando com os demais personagens, e na maior parte do tempo difamando a ele mesmo, o que acontece com frequência nos episódios seguintes.

2. Diversity Day

Michael decide convidar um palestrante para discursar no "Dia da Diversidade" no escritório. Ele se atrapalha todo tentando deixar bem claro seu "não-racismo", e propõe aos funcionários da empresa um jogo de adivinhação relacionado a raças, culturas e religiões. A sequência do jogo é bem engraçada. Esse episódio é muito bom. Ri bastante. O melhor episódio da 1ª temporada. 

3. Health Care

Para reduzir as chances da filial cair em downsizing e economizar dinheiro, Michael coloca Dwight no controle das sistematizações do seguro de saúde dos funcionários. Episódio confuso. Não é lá engraçado, mas apesar de tudo tem seus charmes. 

4. The Alliance

Os empregados ficam paranoicos com a ameaça de downsizing. Dwight propõe uma aliança a Jim, que, ao lado de Pam, o sacaneia. Enquanto isso, Michael está sem ideias para o aniversário de Meredith. Episódio cômico, em especial a cena do aniversário, quando a Meredith e o Michael vão ler o cartãozinho com as piadas. Ri alto.

5. Basketball

Esse episódio é o mais engraçado da temporada, ao lado de "Diversity Day". Para interagir com os funcionários, Michael decide esquematizar uma partida de Basquete com os entregadores. O segmento do jogo é brilhante de tão engraçado. 

6. Hot Girl

Participação (muito) especial da Amy Adams, a moça que nomeou este episódio. Michael faz de tudo para atrair e chamar a atenção de uma vendedora de bolsas, Katy (Amy) que está ocupando uma salinha na filial. Enquanto isso, a Dunder Mifflin irá presentear o melhor funcionário com um prêmio... Até o Michael chegar. Episódio de ouro, bastante engraçado. 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

THE OFFICE / 8ª Temporada



Qualquer cinéfilo, ao longo de um certo tempo, adquire um gosto por televisão. Em meu caso, a paixão por esse meio de comunicação que não se afasta tanto da minha querida sétima arte surgiu principalmente nos seriados.. Em meus primeiros tempos como cinéfilo, já tinha um especial gosto por televisão, centralmente falando: as séries.

The Office é um seriado americano que teve sua estreia em 2005. The Office ganhou diversos prêmios e foi aclamado pela crítica e pelo público televisivo em pouco tempo após sua estreia. Em nove temporadas, conquistou todo um público enfeitiçado com aquele universo singular de personagens bem humorados e suas "vidas de escritório". Em The Office, o foco é a relação entre as diversas pessoas dentro de um determinado local de trabalho: suas divergências, seus passatempos, suas discussões, e isto mais. Me interessei pela série logo que fui assistindo os primeiros episódios, ainda lá da temporada inicial, com o elenco ainda pequeno. Minha paixão por ela, com o tempo, se amplificou. Me transformei em um fã. 

Isso ocorreu, como dito, há um considerável pouco tempo, pra ser mais sincero, há um pouco mais de um ano. Por isso, uma das temporadas mais recentes que eu tive a oportunidade de assistir (completa) foi a oitava, encontrada no Netflix. É claro, antes disso, eu já tinha um breve contato com os episódios de The Office: a série já foi transmitida em TV aberta e frequentemente seus episódios eram exibidos pelo canal fechado FX, que deixou de exibir a série no início de 2014, com o fim de sua transmissão na América. 

The Office é uma série com um público pequeno no Brasil. Por ter um humor mais requintado, ausente de alguns artifícios humorísticos que mais atraem as pessoas, como aquele já instituído pastelão, The Office teve uma curta passagem pela TV aberta, mais especificamente pela Rede Record, onde também foi um colega de Um Maluco na TV (30 Rock), outra série americana que não fez sucesso nas telinhas brasileiras, e por isso, não demorou muito para ter sua exibição adiada. Talvez, o fato do fracasso televisivo aqui no Brasil dessas duas séries é o conteúdo mais "americanizado". Muitas das piadas são incompreensíveis ao público nacional, que não consegue se identificar com os personagens por conta dessa diferença, ou até mesmo por alguns dos elementos mais próprios envolvendo cultura (sem incitar a ignorância e o desrespeito daqueles que desconhecem esses padrões culturais da série, e sem mais nem menos, a criticam pela inexistência de prazer, o que me aborrece demais). Mesmo assim, acredito que não precisa ter uma certa identificação com The Office para simplesmente ama-la. The Office, Louie, Um Maluco na TV, Monk, e outras séries com uma estrutura mais voltada à cultura americana foram ocultadas do nosso público pela ausência significativa de audiência. 

Enfim, ao assistir seriamente á The Office em sua oitava temporada, pude observar de perto a delicadeza com a qual a série é feita. Num estilo de pseudo-documentário, muita gente se lembrará de Modern Family, uma cópia dessa técnica originalizada pela série. Em The Office, há uma certa combinação de elementos que me causam uma certa intriga e ao mesmo tempo, conduzem o resultado da minha preferência por ela. Steve Carell mostra seu inconfundível talento nesta série, e que é bem perceptível em cada episódio do qual ele é a estrela principal. Jenna Fischer faz uma coadjuvante implacável, sem deixar de comunicar-nos o bom humor de sua personagem. Porém, confesso aqui que meu apreço foi com o personagem singular e enigmático de Rainn Wilson, Dwight Schrute. É claro, cada um tem seu nível de "bizarrice", só que o mais bizarro é sem sombra de dúvida Dwight! Ed Helms foi outra grande surpresa merecedora de aplausos, com o personagem Andy Bernard. Na oitava temporada, uma personagem feminina também me chamou a atenção: Ellie Kemper, atriz que só tive a oportunidade de assistir no filme Missão Madrinha de Casamento. Com ele, ficam meus aplausos e minhas gargalhadas mais efusivas. Entre outras, os vinte e quatro episódios da oitava temporada de The Office são simplesmente divertidíssimos. Uma das maiores séries cômicas da televisão americana, The Office me ganhou profundamente, e também adquiriu de mim um reconhecimento enorme, por tudo: o roteiro, a direção, o elenco. Tudo em The Office é muito bem feito, fruto de um trabalho magnífico feito por toda a produção, do elenco á equipe técnica. Todos estão de parabéns por terem feito algo tão concreto e digno de elogios como The Office, ainda mais nesta temporada.

8º TEMPORADA - 

O MELHOR EPISÓDIO: Christmas Wishes (ep.10) 
MENÇÃO HONROSA: Trivia (ep. 11) -