segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Crítica: "JOGO DO DINHEIRO" (2016) - ★★


Previsível e cansativo demais para ser lembrado: eis um resumo de Jogo do Dinheiro. Quarto longa-metragem da atriz Jodie Foster como diretora, Jogo do Dinheiro traz George Clooney como um popular apresentador de um programa sobre finanças que, ao vivo, é feito refém por um cara que perdeu todo seu dinheiro num investimento traiçoeiro. Há filmes semelhantes, mas todos estavam cultivando altas expectativas em torno deste novo projeto de Foster, e que prometia ser a sua grande revelação como diretora. O resultado é um filme abarrotado de clichês e que deixa a desejar em muitos aspectos, do roteiro inconsequente (desfecho mais óbvio que este não há) e à condução desorientada de Jodie. 

Não se deixem enganar pela presença de astros do naipe de Clooney e Julia Roberts, quando os dois atores se encontram em performances medianas, sem sal, que chegam a ser até esquisitas. Não estão ruins, mas não estão bons. A única atuação que merece destaque aqui é a de Jack O'Connell. que realmente está excepcional na pele de um homem comum amargurado e abalado pelo fracasso, à mercê da loucura de uma desesperada tentativa de chamar a atenção e da esperança de obter justiça, alcançar aquilo que quer. O homem virou um monstro, um monstro fora de controle. 

Jogo do Dinheiro é uma crônica irregular sobre as magelas do capitalismo e a constante frenesi do mercado financeiro. Mas ainda falta ao filme de Foster equilíbrio, clímax, consistência, qualidade para dar sentido e impulso à temática, ao capitalismo que ela tanto denuncia e acusa. A sensação que fica é a de que trata-se de um filme incompleto, em todos os sentidos. A narrativa é imensamente abusiva, sem direção.

A gente sabe o quanto a Jodie Foster é empenhada. Ela mostra isso ao dirigir Jogo do Dinheiro. Mas que fique claro que ela não é uma grande diretora. Um dia, quem sabe, é possível ela se transformar em uma. Por enquanto, Jodie está engatinhando. É uma atriz fenomenal, uma das melhores, mas é uma diretora esforçada, em fase de amadurecimento, digamos. A pior coisa de Jogo do Dinheiro? O roteiro, lotado de furos e defeitos. As (únicas) melhores coisas são a montagem e a performance do O'Connell.

Jogo do Dinheiro (Money Monster)
dir. Jodie Foster - ★★

sábado, 13 de agosto de 2016

Crítica: "DOIS CARAS LEGAIS" (2016) - ★★★


Olha, pra falar a verdade, eu até que gostei um pouco de Dois Caras Legais, viu? A princípio, pelo que eu estava vendo do que o povo estava achando do filme, minha impressão era a de que fosse uma comédia bem babaca. Muito pelo contrário. Dois Caras Legais chega a ser até divertido, de certa maneira. Não chega a ser um grande filme, mas é engraçado, bem-feito, tecnicamente caprichado. Ou seja, não tem como falar que é um filme ruim, mesmo com falhas. Talvez, se eu não fosse tão enjoado com humor negro, teria gostado mais. 

Ryan Gosling e Russell Crowe revelam-se uma dupla extraordinariamente talentosa, dona de uma química genuína. As atuações deles são excelentes, memoráveis, brilhantes. Gosling e seu jeitão maluco beleza e Russell Crowe, ator com quem eu não sou muito familiarizado e na maioria das vezes não possuo empatia, me surpreende com um personagem durão e ao mesmo tempo bonachão. Em Dois Caras Legais, Gosling e Crowe interpretam dois detetives no rastro de uma garota chamada Amélia. Inicialmente, um estava procurando ela (Gosling) e o outro havia sido contratado pela moça para manter o cara que estava a perseguindo longe (Crowe). 

Shane Black, mais famoso pela sua carreira de roteirista, se aventura, pela terceira vez, na direção de um longa-metragem com Dois Caras Legais. Seus filmes anteriores foram Homem de Ferro 3, que eu tive a chance de conferir no cinema há alguns anos quando estreou, e Beijos e Tiros, que estreou no Festival de Cannes 2005. Aliás, Dois Caras Legais também estreou esse ano fora da competição na Croisette, onde foi tanto elogiado quanto massacrado pelos críticos. 

Como eu disse, eu achei o filme bastante divertido. E nada mais que isso. Poderia ser melhor? É claro. Mas eu acho que está de bom tamanho. A direção de Shane Black é dedilhada, competente, irreparável. Em Homem de Ferro 3 a direção dele era um ponto alto. Pode-se dizer a mesma coisa quanto a Dois Caras Legais. O roteiro é potencialmente bem estruturado. A narrativa parte de uma premissa curiosa, audaciosa, perspicaz. A trama é inteligente, muito bem escrita, com um desfecho maravilhoso e sacadas sensacionais. O humor negro, escrachado e sem-vergonha, é recorrente.

Destaque para a fotografia estilosa de Phillipe Rousselot, que consegue recriar com perfeição a agitação e o astral dos anos 70 sem se prender a clichês visuais, dispensando exagerados contrastes de cor ou ângulos contumazes e pouco criativos, certas vezes demasiadamente desnecessários para a arquitetação de uma fotografia sadia, dependendo do tipo de filme. Manipulando artifícios inovativos, recursos requintados e posicionamentos ousados, Phillipe elabora um campo visual astuto, equilibrado e elegante. 

Dois Caras Legais carrega a aparência de um filme de ação policial dos anos 70 misturado com o clima e o charme de um pastelão despojado, com um toque a mais de suspense comichão. É, ao mesmo tempo, a tardia revelação de Shane Black como um diretor sob controle e a manifestação de um elenco de astros e iniciantes excepcionalmente sagaz e inspirado, com especial atenção à genial dupla de protagonistas em ótima forma. 

Dois Caras Legais (The Nice Guys)
dir. Shane Black - 

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Estante Cinéfila: "DICIONÁRIO DE CINEASTAS"


"Acredito que foi feito com muito entusiasmo e paixão pelo cinema."
(introdução, "Dicionário de Cineastas")

Fui presentado ano passado pela Ana Paula, a quem agradeço por tamanha generosidade e consideração, com uma cópia bem velhinha e em perfeito estado do raro "Dicionário de Cineastas", escrito pelo comentarista e crítico de cinema mais conhecido do Brasil, Rubens Ewald Filho. Fiquei muito feliz com o livro, curioso, por não saber de sua existência até então. Trata-se de um projeto bastante rico, que, já como o título propõe, elenca vários diretores de cinema renomados com direito a resumo biográfico e filmografia completa de cada um deles num gigantesco "dicionário" de realizadores. O que não deve ter sido uma tarefa lá fácil, como o próprio Ewald descreve na introdução, detalhando o rigor com o qual a pesquisa dos cineastas foi executada. 

Esta edição que tenho comigo é a de 2002, que é a edição de relançamento da versão de 1988, por sua vez uma re-edição do dicionário lançado em 1977, também re-edição de outro lançado em 1968, numa época em que não existia internet, e os livros eram o único meio de informação textual viável. Hoje em dia, quase ninguém mais consulta filmografias ou biografias de cineastas em livros, com tantos sites de cinema e portais cinematográficos virtuais com acervos gigantescos, como o IMDb. Aliás, esta edição de "Dicionário de Cineastas", a mais recente do livro, foi lançada já numa época em que o Brasil conhecia a internet com mais proximidade. Tudo bem que é uma iniciativa de dedicação e devoção à sétima arte, só que, quais seriam as chances de uma nova versão de "Dicionário de Cineastas" fazer sucesso comercial nos dias de hoje? Vejam que eu não estou dizendo que é um livro inútil. Muito pelo contrário. "Dicionário de Cineastas" é uma realização importantíssima, especialmente num país com acesso tão escasso ao subgênero literário dos livros de cinema.

Por um lado, é um guia praticamente completo e com um acervo inegavelmente extenso que deverá agradar aos cinéfilos e a quem tem um interesse mais refinado pela sétima arte. Perdoem a minha ignorância, mas conheço pouco do lado autor do Rubinho. Este livro foi uma definitiva surpresa pra mim, tanto como cinéfilo quanto como admirador do trabalho do Rubens e de sua carreira e contribuição ao cinema. É uma oportunidade de conhecer melhor ao trabalho e a carreira filmográfica de vários cineastas influentes do começo do século e do século passado, lembrando que esta é a edição de 2002. 

Eu pesquisando aqui sobre a bibliografia dele, vi que recentemente ele trouxe às livrarias um outro guia de cinema, "Cinema com Rubens Ewald Filho", com indicações de filmes e DVDs, lançado há alguns anos. Achei na Livraria Saraiva este e outro livro dele, O Oscar e Eu, que parecem ser bastante interessantes. 

Esta versão de "Dicionário de Cineastas", quase que uma enciclopédia do cinema, tem exatas 797 páginas. Como eu já relatei, é um documento bastante extenso e bem estruturado, com uma lista enorme de diretores estrangeiros e nacionais, e também a biografia e filmografia de alguns atores. Merece ser adquirido. É um item basicamente obrigatório na estante de qualquer cinéfilo. Altamente recomendável.

Título: "Dicionário de Cineastas"
Ano: 2002
Autor: Rubens Ewald Filho
País: Brasil
Editora: Companhia Editora Nacional
Gênero: Cinema, Dicionário

domingo, 7 de agosto de 2016

CRISIS IN SIX SCENES, a nova série de Woody Allen


A tão esperada série de Woody Allen acaba de ganhar um nome! O primeiro seriado do cineasta foi batizado de Crisis In Six Scenes, e a estreia está marcada para o mês que vem, setembro, dia 30. Infelizmente, a série ainda não tem previsão de lançamento aqui no Brasil. Só se sabe que ela será disponibilizada através do serviço de streaming Amazon Prime, apenas disponível nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Alemanha. 

O seriado terá 6 episódios, e contará com a presença de Elaine May, Miley Cyrus, John Magaro, Rachel Brosnahan e o próprio Woody, que vive no seriado um personagem de nome Sidney Muntzinger. Segundo a sinopse, a série se passa na década de 60 e acompanha uma família de classe média dos E.U.A. e como o cotidiano deles é afetado pela chegada de uma convidada bastante inusitada. Cada episódio terá meia hora de duração.

Por outro lado, Woody Allen revelou que a série só terá essa temporada, a primeira e a única de Crisis In Six Scenes. Aliás, quem acompanhou as filmagens e as notícias envolvendo os bastidores da série, que esteve em produção desde o ano passado, sabe que o Woody estava bem insatisfeito e incomodado com o projeto, tendo até dito que "tinha cometido um erro catastrófico ao assinar o contrato com a Amazon", numa entrevista ano passado em Cannes. 

Café Society, o mais novo filme do diretor, já estreou nos E.U.A. e teve sua estreia adiantada aqui no Brasil. Antes previsto para outubro, agora o filme irá estrear dia 25 desse mês, dentro de algumas semanas. O filme teve uma recepção bem calorosa por lá. Alguns até andam dizendo que o filme é bem melhor que alguns sucessos recentes dele, como Meia Noite em Paris ou Vicky Cristina Barcelona. Para os críticos, que nos últimos anos andaram metendo o cacete nos filmes dele, estarem gostando tanto assim, coisa boa deve ser. 

Top 10: MARTIN SCORSESE


Ainda faltam alguns filmes do mestre Scorsese pra fechar a filmografia dele, mas, enfim, esses dez aí debaixo são simplesmente espetaculares, alguns deles os melhores filmes que eu já vi na minha vida, sem dúvida. Martin Scorsese é um gênio. Suas obras são quase sagradas. 


10. O Rei da Comédia (The King of Comedy, 1982)


9. Os Infiltrados (The Departed, 2006)


8. O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street, 2013)


7. Depois de Horas (After Hours, 1985)


6. O Aviador (The Aviator, 2004)


5. Os Bons Companheiros (Goodfellas, 1990)


4. Touro Indomável (Raging Bull, 1980)


3. Gangues de Nova York (Gangs of New York, 2002)


2. Taxi Driver (1976)


sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Crítica: "ROSETTA" (1999) - ★★★★★


Bastou eu ter visto ano retrasado Dois Dias, Uma Noite para virar um admirador do cinema dos irmãos Dardenne, ainda que desconhecesse grande parte da filmografia da dupla. Jean-Pierre e Luc começaram como documentaristas, na década de 80 (explica-se o porquê do cinema deles ser tão documental). O primeiro longa-metragem de ficção deles foi lançado no finzinho da década de 80, Falsch. Dirigiram em 92 Je pense à vous e em 95 La Promesse.

O sucesso e reconhecimento internacional da dupla veio com o quarto filme, Rosetta, premiado em Cannes em 1999 com a Palma de Ouro e o prêmio de Melhor Atriz, entregue a Émilie Dequenne, a personagem-título, uma adolescente de comportamento instável que luta para conseguir um emprego fixo e uma vida melhor. 

Intenso, angustiante e excepcionalmente bem-feito, Rosetta representa o melhor do cinema dos irmãos Dardenne e a competência da dupla em entregar material cinematográfico de qualidade dotados de uma força avassaladora. Rosetta é um retrato comovente de uma jovem mulher perseguindo suas ambições, buscando conquistar seus objetivos custe o que custar, tentando mudar de vida, renegando a realidade cruel, sem medo de enfrentar as dificuldades e abraçar os desafios, um exemplo feroz e atordoante de coragem e resistência.

A performance de Émilie Dequenne é inigualável, poderosa, dura, histérica e triste. Os dramas e as crises atravessadas pela personagem Rosetta nos fazem lamentar e ponderar a situação miserável em que ela se encontra e os problemas que a cercam. Desesperada por um trabalho que lhe dê sustento, a jovem Rosetta batalha com todas as suas forças e faz de um emprego fixo sua meta de vida, sua grande realização.

A primeira cena do filme entrega uma dimensão da força de vontade e a ânsia profissional da moça. Rosetta, inquieta, caminha ofegante por um espaço que parece ser uma fábrica ou algo do gênero. Um homem começa a segui-la. Ela apressa o passo, e logo começa a correr, em constante desespero. "Todos dizem que eu trabalho bem", brada a jovem, com uma gana quase obsessiva pelo trabalho que exerce, insistindo violentamente e uma teimosia incessante.

A partir dessa sequência de tirar o fôlego, o filme nos põe nos sapatos de Rosetta. Passamos a acompanhá-la dia e noite, na sua batalha diária e a procura incansável por um trabalho, mesmo que seja como ajudante num quiosque de waffles, bem como assistimos a seu sofrimento, seu desgaste emocional e os maus bocados que ela passa cuidando da mãe, que se prostitui para comprar bebidas e que tem uma relação turbulenta com Rosetta.

Dos filmes dos Dardenne, Rosetta talvez seja o que mais se aproxima de um documentário. Eles nunca fizeram um filme tão realista, tão potente, tão importante como Rosetta. Ele se destaca dentre os outros. É o que menos aparenta ser fictício. E não que os outros sejam. Muito pelo contrário. Os filmes da dupla facilmente podem ser confundidos com documentários, sem exceções. Mas Rosetta se sobressai. É dotado de um poder tão tocante, tão contundente, que é impossível não ficar chocado, não se solidarizar com a jornada de Rosetta.

Mais uma vez, os irmãos Dardenne capricham na elaboração simplista e marcante de uma estética neo-realista profunda e solene num filme que explora as irregularidades no sistema trabalhista e que denuncia os problemas sociais e econômicos da Bélgica atual e do continente europeu. A edição do filme é brilhante (Marie-Hélène Dozo, a colaboradora em edição dos Dardenne, torna de ver Rosetta uma oportunidade incrível de acompanhar a uma sequência delirante e minimalista de cenas, reforçando o conceito neo-realista e documental do cinema da dupla). Alain Marcoen leva os créditos da fotografia (tremendamente exuberante), a 2ª colaboração dele com os irmãos.

Enfim, Rosetta é uma experiência inesquecível, uma obra cinematográfica implacável e excepcionalmente vigorosa, pungente, textualmente perspicaz. Os Dardenne são visionários, únicos, magníficos. E Rosetta é um marco. Ou melhor, um exemplar nato de um cinema poderosíssimo, estilicidiosamente provocante. Uma obra sensacional quão digna.

Rosetta
dir. Jean-Pierre & Luc Dardenne - 

terça-feira, 2 de agosto de 2016

LANÇAMENTOS 04/08


O segundo semestre de 2016 acabou de começar e já no início dele várias estreias importantíssimas e badaladas vão desembarcando nos cinemas nacionais. Neste mês de agosto, chegam às telonas os aguardados Esquadrão Suicida, Café Society, Águas Rasas, A Comunidade, Francofonia, LoloDemolição, entre outros. Nesta quinta-feira, dia 04, as seguintes produções estrearão exclusivamente em São Paulo:


A Intrometida (The Meddler)

DIREÇÃO & ROTEIRO: Lorene Scafaria
GÊNERO: Comédia dramática
DURAÇÃO: 100 min.
CLASSIFICAÇÃO: 14 anos
PAÍS: Estados Unidos
DISTRIBUIÇÃO: Sony Pictures
ANO: 2015

Segundo longa-metragem de Lorene Scafaria (a mesma diretora da comédia Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo, estrelada pela dupla Steve Carell e Keira Knightley), A Intrometida estreou nos E.U.A. em abril desse ano apesar de ter sido produzido ano passado. O filme foi selecionado para o prestigiado Festival Internacional de Cinema de Toronto. Com astros como Susan Sarandon, Rose Byrne e J.K. Simmons no elenco, A Intrometida narra a história de uma Marnie Minervini (Sarandon), recém-viúva com uma personalidade materna forte que não desgruda de sua filha adulta, Lori (Byrne). O filme foi extremamente bem recebido pelos críticos e especialistas e merece atenção. Está sendo bastante cotado ao ainda tão distante Oscar 2017, com as elogiadas performances de Susan e Rose se sobressaindo. 


A Loucura Entre Nós

DIREÇÃO: Fernanda Vareille
GÊNERO: Documentário
DURAÇÃO: 75 min.
CLASSIFICAÇÃO: 12 anos
PAÍS: Brasil
DISTRIBUIÇÃO: Águas de Março Filmes
ANO: 2015

Livremente baseado no livro homônimo de Marcelo Veras, o documentário nacional A Loucura Entre Nós, a única estreia brasileira do gênero nesta semana é o filme de estreia de Fernanda Vareille, e se baseia em adentrar um hospital psiquiátrico e abordar a loucura de maneira nua e crua através da trajetória e do cotidiano dos pacientes do local. Entre indagações e retratos distintos daquilo que é considerado insano, o documentário fornece uma perspectiva completamente distinta e pessoal da temática. Vale conferir.


Esquadrão Suicida (Suicide Squad)

DIREÇÃO & ROTEIRO: David Ayer
GÊNERO: Ação/comédia
DURAÇÃO: 130 min.
CLASSIFICAÇÃO: 12 anos
PAÍS: Estados Unidos
DISTRIBUIÇÃO: Warner Bros.
ANO: 2016

Uma das estreias mais aguardadas do ano, Esquadrão Suicida chega aos cinemas nesta quinta, para a alegria dos fãs e dos que estavam esperando pelo filme já considerado um dos mais polêmicos e fervilhantes de 2016. Com um elenco de ouro (Viola Davis, Margot Robbie, Jared Leto, Will Smith, Cara Delevigne, Jay Hernandez, Adewale Akinnuoye-Agbaje, entre outros), o filme tem altas chances de se tornar um sucesso de bilheteria, ainda que não tenha agradado a crítica, que detonou a produção. Apesar da má recepção, é a estreia mais popular da temporada entre o público infanto-juvenil e adulto. 


Fome

DIREÇÃO: Cristiano Burlan
GÊNERO: Drama
DURAÇÃO: 90 min.
CLASSIFICAÇÃO: 12 anos
PAÍS: Brasil
DISTRIBUIÇÃO: Vitrine Filmes
ANO: 2015

Exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo no ano passado e no Festival de Cinema de Brasília, o drama nacional Fome é uma boa pedida pra quem opta por um filme de circuito fechado e quer se afastar das estreias comerciais ou internacionais nessa semana. O filme, que foi inteiramente filmado em preto e branco, conta a jornada de um ex-professor da USP que virou mendigo e que luta para sobreviver nas ruas. 


Negócio das Arábias (A Hologram for the King)

DIREÇÃO & ROTEIRO: Tom Tykwer
GÊNERO: Drama
DURAÇÃO: 98 min.
CLASSIFICAÇÃO: 14 anos
PAÍS: Estados Unidos/Alemanha/França/Reino Unido
DISTRIBUIÇÃO: Mares Filmes
ANO: 2016

Tom Hanks vive um businessman à beira da falência que decide viajar para a Arábia Saudita no intuito de conseguir salvar seu negócio no novo filme de Tom Tykwer, o alemão que dirigiu Corra, Lola, Corra, Perfume e o controverso A Viagem (estrelado por Hanks). No elenco, também estão Alexander Black, Ben Whishaw e Sarita Choudhury. O filme foi elogiado e ganhou uma estreia bastante antecipada aqui no Brasil, levando em conta que é uma co-produção internacional longe de ser comercial. Merece ser visto. 


O Monstro de Mil Cabeças (El Monstruo de Mil Cabezas)

DIREÇÃO: Rodrigo Plá
ROTEIRO: Laura Santullo
GÊNERO: Drama/suspense
DURAÇÃO: 75 min.
CLASSIFICAÇÃO: 14 anos
PAÍS: México
DISTRIBUIÇÃO: Pandora Filmes
ANO: 2015

O Monstro de Mil Cabeças, um dos maiores destaques do cinema mexicano dos tempos recentes, abriu a mostra Orizzonti no Festival de Veneza ano passado e recebeu 7 indicações aos Prêmios Ariel, o Oscar do cinema mexicano. Dirigido pelo cineasta uruguaio Rodrigo Plá, o filme conta a história de uma mulher cujo marido está doente e que se revolta contra o descaso do plano de saúde, tomando medidas radicais para que o marido consiga um tratamento apropriado. 


Os Cavaleiros Brancos (Les chevaliers blancs)

DIREÇÃO: Joachim Lafosse
ROTEIRO: Joachim Lafosse, Bulle Decarpentries, Thomas van Zuylen
GÊNERO: Drama
DURAÇÃO: 112 min.
CLASSIFICAÇÃO: 12 anos
PAÍS: França/Bélgica
DISTRIBUIÇÃO: Imovision
ANO: 2015

O novo filme do cineasta belga Joachim Lafosse (Perder a Razão, Propriedade Privada) chama-se Os Cavaleiros Brancos, é protagonizado por Vincent Lindon, um dos intérpretes mais competentes do cinema francês, e narra a jornada de um homem, Jacques Arnault (Lindon), presidente de uma ONG na África, que se arrisca para resgatar 300 órfãos vítimas da guerra civil e levá-los até a França, onde eles poderão ser adotados e levar uma vida em condições melhores. O plano acaba saindo do controle, mas a opção desistir não existe para esse homem. Foi selecionado para o Festival Internacional de Cinema de Toronto ano passado. Venceu o prêmio de Melhor Diretor no prestigiado Festival de San Sebastián. 


Um Amor à Altura (Un homme à la hauteur)

DIREÇÃO & ROTEIRO: Laurent Tirard
GÊNERO: Comédia romântica
DURAÇÃO: 98 min.
CLASSIFICAÇÃO: 12 anos
PAÍS: França
DISTRIBUIÇÃO: Califórnia Filmes
ANO: 2016

Remake do filme mexicano Coração de Leão - O Amor Não Tem Tamanho, de Marcos Carnevale, Um Amor à Altura, estrelado por Jean Dujardin (vencedor do Oscar de Melhor Ator em 2012 por O Artista) e Virginie Efira, explora a relação de uma advogada com um homem que conheceu por acaso, um cara que achou seu telefone na rua e quer devolvê-lo. Quando eles se encontram, a mulher se surpreende com a estatura do homem, que é relativamente baixo. Até que eles se apaixonam, e a mulher começa a ter certos problemas com ele por conta dessa característica. O filme é dirigido por Laurent Tirard, o mesmo de As Férias do Pequeno Nicolau e Astérix e Obélix: A Serviço de Sua Majestade, sucessos de bilheteria na França.


Vidas Partidas

DIREÇÃO: Marcos Schechtman
ROTEIRO: José Carvalho
GÊNERO: Drama
DURAÇÃO: 90 min.
CLASSIFICAÇÃO: 14 anos
PAÍS: Brasil
DISTRIBUIÇÃO: Globo Filmes/Europa Filmes
ANO: 2016

Naura Schneider e Domingos Montagner interpretam Graça e Raul, que se apaixonam loucamente em plena década de 80 e constroem uma família juntos, até que em certo momento Raul muda de comportamento e passa a agredir a mulher. O filme, que se baseia nas estatísticas de violência doméstica no Brasil, leva a direção de Marcos Schechtman, mais conhecido pelos trabalhos como diretor de TV.