quarta-feira, 24 de agosto de 2016

LANÇAMENTOS 25/08


Águas Rasas (The Shallows)

DIREÇÃO: Jaume Collet-Serra
ROTEIRO: Anthony Jaswinski
GÊNERO: Suspense/Horror
DURAÇÃO: 87 min.
CLASSIFICAÇÃO: 14 anos
PAÍS: Estados Unidos
DISTRIBUIÇÃO: Sony Pictures
ANO: 2016

Dirigido por Jaume Collet-Serra, o mesmo diretor de sucesso recentes como A Órfã e Sem Escalas, Águas Rasas traz no elenco a suntuosa estrela Blake Lively como Nancy, uma médica que, após a morte da mãe, decide ir surfar numa praia paradisíaca onde termina machucada por um tubarão perigosíssimo. Desolada e perdida, ela encontra refúgio em um recife de corais, mas ela ainda precisa achar uma maneira de sair da água. 


Café Society

DIREÇÃO & ROTEIRO: Woody Allen
GÊNERO: Comédia romântica
DURAÇÃO: 96 min.
CLASSIFICAÇÃO: 12 anos
PAÍS: Estados Unidos
DISTRIBUIÇÃO: Imagem Filmes
ANO: 2016

Um dos filmes que eu mais esperei esse ano. Não sei se vou poder assistir amanhã, mas estou ansiosíssimo para conferir o novo trabalho (e que muitos andam clamando ser o melhor dele em anos, décadas -- me pergunto se seria exagero?) do mestre Woody Allen. Café Society, a nova sofisticada e elogiada comédia do cineasta, seu 46º filme (sem contar com Contos de Nova York e o telefilme Don't Drink the Water) abriu o Festival de Cannes esse ano em grande estilo, onde foi tanto apreciado quanto criticado pelos especialistas em cinema e críticos durante o Festival. Jesse Eisenberg interpreta um roteirista que se infiltra no luxuoso universo de Hollywood e se apaixona pela personagem de Kristen Stewart, assistente de um chefão de um grande estúdio.


Lolo: O Filho da Minha Namorada (Lolo)

DIREÇÃO: Julie Delpy
ROTEIRO: Julie Delpy & Eugénie Grandval
GÊNERO: Comédia 
DURAÇÃO: 100 min.
CLASSIFICAÇÃO: 12 anos
PAÍS: França
DISTRIBUIÇÃO: Mares Filmes
ANO: 2015

Novo filme de Julie Delpy, atriz francesa conhecida por seus papéis como Celine nos filmes da trilogia "Antes", de Richard Linklater, Lolo: O Filho da Minha Namorada, que traz a própria Delpy como protagonista, narra a história de Violette, cuja vida amorosa é constantemente arruinada pelas presepadas de seu filho Lolo, que trata o namorado dela (Dany Boon) com antipatia. Estreou no Festival de Veneza. Já estreou no Brasil esse ano no Festival Varilux de Cinema Francês, em julho. É o sexto filme de Delpy como diretora.


Nerve: Um Jogo sem Limites (Nerve)

DIREÇÃO: Ariel Schulman, Henry Joost
ROTEIRO: Jessica Sharzer
GÊNERO: Suspense
DURAÇÃO: 97 min.
CLASSIFICAÇÃO: 12 anos
PAÍS: Estados Unidos
DISTRIBUIÇÃO: Paris Filmes
ANO: 2016

Nerve leva a direção da dupla Ariel Schulman e Henry Joost, os mesmos que dirigiram os 3º e 4º filmes da franquia Atividade Paranormal. Traz no elenco a jovem estrela Emma Roberts como uma tímida adolescente que se inscreve num jogo chamado Nerve, onde as pessoas devem exercer tarefas exercidas pelos participantes. Suspense, o filme promete levar o público aos cinemas e ser um sucesso aqui no Brasil.


Pets - A Vida Secreta dos Bichos (The Secret Life of Pets)

DIREÇÃO: Yarrow Cheney, Chris Renaud
ROTEIRO: Cinco Paul, Ken Daurio
GÊNERO: Comédia
DURAÇÃO: 87 min.
CLASSIFICAÇÃO: Livre
PAÍS: Estados Unidos
DISTRIBUIÇÃO: Universal
ANO: 2016

O único lançamento de animação da semana é Pets - A Vida Secreta dos Bichos. Elogiado pelos críticos, a animação apresenta uma premissa apetitosa para o público infantil diretamente de Chris Renaud, que trabalhou na franquia Meu Malvado Favorito. Pets traz grande elenco, com vozes de Louis C.K., Eric Stonestreet, Kevin Hart, Jenny Slate, Ellie Kemper, Albert Brooks, Lake Bell, Dana Carvey, entre outros.

domingo, 21 de agosto de 2016

Crítica: "O TIGRE E O DRAGÃO" (2000) - ★★★★


O fim de semana não foi nada legal. Sexta acordei com uma dor de garganta extremamente irritante que piorou com a noite (era tão incômodo que eu quase não podia falar). Na manhã de sábado, o desconforto havia cessado, mas o resfriado não. Andei bastante no sábado com a minha irmã na rua e, no fim da tarde, comecei a sentir fortes dores na região abdominal, que pioraram com o passar das horas. Não resisti ao sono e acabei dormindo bem cedo, mesmo sentindo tanta dor. De madrugada, acordei enjoado e a dor persistia. O alívio veio quando botei tudo pra fora. Hoje estou um pouco melhor e até pude comer sem sentir ânsia de vômito. Não faz nem um ano que fiquei nessa mesma situação. Acho que até cheguei a comentar aqui no blog. Como eu sou uma pessoa que não gosta de ficar parada, ficar doente é sempre um caos. Acho que amanhã estarei melhor. 

Bom, pelo menos, filme eu vi até demais. Só ontem assisti Ironweed, do falecido Hector Babenco, e O Tigre e o Dragão, de Ang Lee. Da noite de sábado para a madrugada hoje, vi Um Jantar para Idiotas e mais cedo hoje conferi Amor por Direito. Escolhi falar sobre O Tigre e o Dragão. Por ser um filme tão louvado e aclamado, vencedor de 4 Oscars e indicado a muitos mais outros, vencedor de 2 Globos de Ouro e outros inúmeros prêmios, a gente acaba criando uma expectativa bem otimista em torno do filme, que é excepcional, um trabalho muito bem-feito e extraordinariamente bem dirigido. Mas, confesso que faltou pouco para o filme ser uma obra-prima. É, de fato, um grande filme, mas que deixa a desejar em certos pontos.

Tecnicamente, é perfeito. Não me estranha o filme ter recebido todos aqueles Oscars (Fotografia, Direção de Arte e Trilha Sonora) e outras indicações técnicas. É muito justo, aliás. Tecnicamente falando, pode-se dizer que O Tigre e o Dragão é imensamente versátil, irreparável. Se a gente for comparar com outros filmes do Ang Lee, os mais próximos no quesito técnico são As Aventuras de Pi e Razão e Sensibilidade, ainda que eu não tenha conferido todos os filmes dele. Meu favorito continua sendo O Segredo de Brokeback Mountain.

As sequências de luta e kung-fu são realmente impressionantes. Os espadachins flutuando pelos ares, aqueles movimentos perigosos e tentadores. É tudo muito emocionante e bem-feito. E não é só as cenas de ação que merecem mérito. Os diálogos do filme são brilhantes, carregados de uma filosofia potencial acerca dos valores da vida e do amor. Não tem como não ficar encantado com tamanho espetáculo de reflexão, tão poderoso e marcante. 

O elenco está fenomenal. Michelle Yeoh e Zhang Ziyi (em seu filme-revelação), as protagonistas femininas, estão ótimas. O mesmo digo de Chow Yun-fat, que também está excelente. É uma lástima atores orientais serem tão subestimados. 

Tirando que eu esperava mais e algumas passagens chatinhas do filme, no fundo eu gostei bastante. Ang Lee é um diretor fantástico, o melhor dos melhores. Seu filme mais bem dirgido é O Tigre e o Dragão. Destaque para as cenas de ação riquíssimas e outras mais sequências notórias ao longo do filme. O Tigre e o Dragão é brilhante, dono de um poder próprio, de uma sofisticação épica incrível e uma atmosfera cinematográfica inesquecível. É impossível dizer não a um filme tão genial como esse.

O Tigre e o Dragão (Crouching Tiger, Hidden Dragon)
dir. Ang Lee - 

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Top 10 CATE BLANCHETT


As dez melhores performances dessa intérprete maravilhosa e cheia de talento que a cada filme se supera. Cate Blanchett é, de fato, uma diva da sétima arte. 


1. Blue Jasmine
2. Carol
3. Conspiração e Poder
4. Não Estou Lá
5. Notas sobre um Escândalo
6. Elizabeth
7. O Aviador
8. O Curioso Caso de Benjamin Button
9. Elizabeth - A Era de Ouro
10. Cinderela

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Posteres: "A GRANDE MURALHA", "THE HANDMAIDEN", "A TALE OF LOVE AND DARKNESS", "GIRL ON THE TRAIN", "CAFÉ SOCIETY", "LA LA LAND" e "THE MAGNIFICENT SEVEN"


The Handmaiden
dir. Park Chan-wook


A Grande Muralha (The Great Wall)
dir. Zhang Yimou


A Tale of Love and Darkness
dir. Natalie Portman


The Girl on the Train
dir. Tate Taylor


Café Society
dir. Woody Allen


La La Land
dir. Damien Chazelle


Sete Homens e Um Destino (The Magnificent Seven)
dir. Antoine Fuqua

RECOMENDO NA NETFLIX


Dando uma futucada na minha lista lá na Netflix, achei vários títulos importantes que talvez interessem a vocês, caros leitores ou para quem assina o serviço de streaming e ainda não sabe o que ver. Bem, alguns desses filmes eu ainda não vi. outros eu já conferi (aqueles que eu já conferi tem a cotação do lado/link da resenha). Caso vocês tenham visto algum dos filmes, não hesitem em deixar a opinião de vocês nos comentários, ok?

1. Ladrão de Casaca (dir. Alfred Hitchcock, 1955)
2. Scoop - O Grande Furo (dir. Woody Allen, 2006) 
3. Janela Indiscreta (dir. Alfred Hitchcock, 1954) 
4. Tudo Sobre Minha Mãe (dir. Pedro Almodóvar, 1999) 
5. Veludo Azul (dir. David Lynch, 1986) 
6. Aconteceu Naquela Noite (dir. Frank Capra, 1934)
7. Dr. Fantástico (dir. Stanley Kubrick, 1964) 
8. Mensageiro do Diabo (dir. Charles Laughton, 1955)
9. O Som ao Redor (dir. Kleber Mendonça Filho, 2012) 
10. Um Corpo que Cai (dir. Alfred Hitchcock, 1958) 
11. Ata-me (dir. Pedro Almodóvar, 1990)
12. Um Estranho no Ninho (dir. Milos Forman, 1975)
13. Os Excêntricos Tenenbaums (dir. Wes Anderson, 2001) 
14. Deus da Carnificina (dir. Roman Polanski, 2011) 
15. Sindicato de Ladrões (dir. Elia Kazan, 1954) 
16. Taxi Driver (dir. Martin Scorsese, 1976) 
17. Rede de Intrigas (dir. Sidney Lumet, 1976)
18. A Marca da Maldade (dir. Orson Welles, 1958)
19. Harry & Sally - Feitos Um para o Outro (dir. Rob Reiner, 1989)
20. Amadeus (dir. Milos Forman, 1984)
21. Amnésia (dir. Christopher Nolan, 2000)
22. Psicose (dir. Alfred Hitchcock, 1960) 
23. Glória Feita de Sangue (dir. Stanley Kubrick, 1957) 
24. O Escafandro e a Borboleta (dir. Julian Schnabel, 2007) 
25. Perdidos na Noite (dir. John Schlesinger, 1969) 
26. A Escolha de Sofia (dir. Alan J. Pakula, 1982) 
27. O Sonho de Cassandra (dir. Woody Allen, 2007) 
28. A Pele que Habito (dir. Pedro Almodóvar, 2011) 
29. Quanto Mais Quente Melhor (dir. Billy Wilder, 1959) 
30. Gênio Indomável (dir. Gus Van Sant, 1997) 
31. What Happened, Miss Simone? (dir. Liz Garbus, 2015) 
32. Pulp Fiction (dir. Quentin Tarantino, 1994) 
33. O Pântano (dir. Lucrecia Martel, 2001)
34. M*A*S*H (dir. Robert Altman, 1970)
35. A Caça (dir. Thomas Vinterberg, 2012) 
36. Malena (dir. Giuseppe Tornatore, 2000)
37. Onde os Fracos Não Tem Vez (dir. Joel & Ethan Coen, 2007) 
38. Drive (dir. Nicolas Winding Refn, 2011) 
39. Sangue Negro (dir. Paul Thomas Anderson, 2007) 
40. Kes (dir. Ken Loach, 1969) 
41. Os Suspeitos (dir. Denis Villeneuve, 2013) 
42. Amores Brutos (dir. Alejandro González Iñárritu, 2000) 
43. Um Sonho de Amor (dir. Luca Guadagnino, 2009) 
44. O Casamento de Rachel (dir. Jonathan Demme, 2008) 
45. Na Mira do Chefe (dir. Martin McDonagh, 2008) 
46. Cosmópolis (dir. David Cronenberg, 2012)
47. Clube da Luta (dir. David Fincher, 1999) 
48. O Barco: Inferno no Mar (dir. Wolfgang Petersen, 1981)
49. Foi Apenas um Sonho (dir. Sam Mendes, 2008) 
50. Lawrence da Arábia (dir. David Lean, 1962)

Crítica: "DEPOIS DE HORAS" (1985) - ★★★★★


Que estranho e extraordinário esse filme, hein? Puxa vida. E olha que não é um filme tão famoso do Scorsese, e mesmo assim é uma obra-prima, prova de que o tio Marty sabe fazer cinema como nenhuma outra pessoa na face da Terra. Depois de Horas está entre os melhores filmes do gênio Scorsese. 

Um filme que não tem a mesma popularidade de grandes sucessos da filmografia dele como Taxi Driver ou Touro Indomável, mencionando dois dos clássicos mais aclamados e cultuados com sua direção, o que é bastante curioso, tratando-se de um trabalho tão inusitado e bom como esse. Um caso bem parecido com o de O Rei da Comédia, outro filme seu, também comédia, que quase ninguém comenta hoje em dia, mas é um filmaço.

Aliás, são muitas as semelhanças entre O Rei da Comédia e Depois de Horas. Os dois foram realizados seguidos, e compartilham várias similitudes. A começar pela qualidade. Eu, particularmente, gostei mais de Depois de Horas, mas O Rei da Comédia não fica atrás. Pra ser sincero, Depois de Horas é um filme pra lá de bizarro. Começa com um cara comum de Nova York cujo trabalho é operador de computador em um escritório que, após o expediente, se mete em várias enrascadas e situações esquisitas numa só noite. Bem bizarro.

O protagonista do filme é Griffin Dunne, um ator com quem eu não tenho muita familiaridade, mas que está numa performance de ouro, realmente sensacional. Rosanna Arquette, belíssima, também não está nada mal. Linda Fiorentino e Teri Garr também estão fenomenais. O elenco todo merece destaque, enfim. 

Muito bacana ver que o Scorsese sabe trabalhar direitinho com o gênero comédia, estabelecendo um equilíbrio perfeito entre os exageros da trama e o humor desleixado. Afinal, não é todo dia que a gente vê uma comédia dirigida pelo Martin Scorsese, né, meu povo? Uma comédia muito boa, por sinal. Tá legal que é uma comédia um pouco estranha, mas não deixa de ser excelente, brilhante. 

Na época, o filme ganhou o prêmio de Melhor Diretor em Cannes, o único que o Scorsese ganhou (se bem que poucos filmes dele foram lançados em Cannes). E, de fato, a direção é um ponto forte de Depois de Horas. Na verdade, todos os filmes do Scorsese são muito bem-dirigidos. Não foi nada diferente com Depois de Horas. O diretor de fotografia do filme é o alemão Michael Ballhaus, que trabalhou em outros filmes do Scorsese na fotografia. 

Depois de Horas (After Hours)
dir. Martin Scorsese - 

Crítica: "MEMÓRIAS SECRETAS" (2015) - ★★★


Depois do insucesso crítico de À Procura, Atom Egoyan retornou às telas com Memórias Secretas, estrelado por um dos atores canadenses mais queridos, Christopher Plummer, na pele de um senhor idoso que foge do asilo onde foi internado para se vingar da morte da esposa, Ruth. Alguns andam dizendo que é o melhor filme de Egoyan em anos. E, não vou negar, é um trabalho muito bem-feito que, apesar de simples, guarda em sua proposta uma séria complexidade. Embora eu seja um completo leigo no que diz respeito à filmografia de Atom Egoyan, admiro enormemente seu Memórias Secretas, mesmo que seja tão defeituoso algumas vezes. 

Creio que é unanimidade entre os que viram que a atuação de Plummer é impecável, solene, inesquecível. Mais uma vez, Christopher nos prova seu talento e sua dedicação, num desempenho comovente e realista, desesperador e trágico. Martin Landau, quem eu não via tão bem assim faz um bom tempo, aparece como um mero coadjuvante, cujo personagem adquire uma certa importância com o final chocante. 

Um filme bastante perspicaz e inteligente sobre vingança, personalidade, consequência, culpa, arrependimento e perspectiva. Memórias Secretas deixa a desejar em certos quesitos, mas é inegavelmente um trabalho primoroso, sensato, exímio, com um significado tão potente e tocante que chega a ser aterrorizante, tanto quanto a facilidade com a qual somos enganados, algo realmente assustador de tão poderoso. 

A sequência final é de uma força tão impactante que é impossível não ficar abalado diante de tamanha dolorosa revelação. Os lados se invertem num piscar de olhos, e o filme expõe com uma lenta frieza seu poderoso jogo de manipulação, para a nossa iminente surpresa e choque. Deste momento, tudo se esclarece, novos horizontes sobre a temática e o que é abordado em tela se revelam. E, é claro, a certeza dos elogios a Christopher Plummer, numa das melhores interpretações de sua carreira, e Atom Egoyan, um diretor que conheço muito pouco por quem, depois desta experiência atordoante, nutro interesse e curiosidade. Vou tentar ver, em breve, À Procura e O Preço da Traição, que são os únicos filmes dele que eu possuo em DVD. 

Memórias Secretas (Remember)
dir. Atom Egoyan -