sábado, 5 de novembro de 2016

Crítica: "AQUARIUS" (2016) - ★★★★★


Eu sei que o ano ainda não acabou (faltam exatos 56 dias para que isso aconteça) mas eu tenho certeza que não verei nada igual a Aquarius, forte candidato a filme do ano, empatado juntinho com Elle, de Verhoeven, ambos os filmes tendo estreado com o pique todo em Cannes em maio desse ano, e com duas protagonistas ferozmente dedicadas às suas personagens complexas e intrigantes. Sônia Braga e Kleber Mendonça Filho me fazem ter um imenso orgulho do cinema nacional, de ser brasileiro. Estou feliz porque, acima de tudo, o cinema do nosso país está vivíssimo e Aquarius é a mais perfeita prova disso. 

Há um ano, eu assisti O Som ao Redor pela primeira vez. Foi uma grande experiência. Inacreditável como Kleber Mendonça Filho, outrora curtametragista aclamado, obteve tanto sucesso em seu filme de estreia, que por sinal é uma obra-prima marcante do cinema brasileiro. Cá estou eu, um ano depois, vendo Aquarius. E adorando cada momento desse filmaço que me conquistou de repente, sem avisar. Acontece nos melhores filmes.

Clara é uma mulher que persiste e não se cansa de defender a causa que abraça. Ela mora na praia de Boa Viagem, no Recife, Pernambuco. Leva uma vida pacata. Jornalista e crítica de música aposentada, ela gosta de sair para o forró com as amigas, beber, falar sobre a vida, paquerar e namorar também. Viúva e mãe de três filhos, ela mora no edifício Aquarius, uma propriedade que vira alvo de uma construtura, Bonfim, que pretende demolir o prédio para construir em seu lugar um condomínio de luxo. Clara fica irada. Quanto mais o pessoal pressiona, mais ela resiste, mais ela ignora, mais ela batalha por aquilo que é seu por direito. 

Ávida colecionadora de discos, de Queen a Roberto Carlos, Clara é uma apaixonada incansável pela música. Passa seus dias escutando LPs e se deliciando com as melodias, as letras, os ritmos, os toques, as batidas. A música é a sua fortaleza (uma coisa que é claramente explicitada naquela cena da orgia, quando o pessoal põe som alto e ela revida botando no último volume "Fat Bottomed Girl"). 

Clara é a mais pura representação da mulher moderna. Seu espírito de resistência é o foco central do filme. A forma como ela lida com a situação chata que a persegue, daquele cara pedante interpretado pelo Humberto Carrão que só quer saber de tomar o apartamento dela e demolir o Aquarius, é no mínimo plausível. 

Aquarius adentra um terreno contextualizado mais aprofundado. O filme fica bastante próximo de uma crítica política sobre o caos que o Brasil está enfrentando nos tempos atuais. A personagem de Clara é a representação da resistência contra a opressão e, de maneira um pouco menos explícita, a repressão ainda existente no nosso cenário político.

O filme é recheado de momentos inesquecíveis e sequências extraordinárias, que exploram tanto o talento e a graça de Sônia Braga na pele de Clara quanto a firmeza da direção magistral de Kleber Mendonça Filho. Quem já conhece KMF de outros filmes vai reconhecer em Aquarius algumas obsessões do cineasta reconhecíveis em outros projetos, como os zooms, a movimentação da câmera (que fazem referência ao antigo estilo de se filmar).

Se em O Som ao Redor o diretor explorava as amarguras de um espaço urbano e o contraste entre as classes sociais, em Aquarius essa relação é abordada de maneira remotamente diferente, ainda que um pouco menos crítica e ressaltada. Clara, inclusive, é bastante apegada à sua empregada, enquanto guarda rancor de uma figura do passado que trabalhou para ela como babá e que supostamente teria roubado suas joias (e que aparece numa cena de sonho mais tarde).

A performance de Sônia Braga é provavelmente a melhor do ano ao lado da de Isabelle Huppert em Elle, e certamente a melhor atuação de toda a carreira da atriz, que esteve afastada das telonas por um bom tempo, e agora marca um retorno triunfal como Clara, a personagem de sua vida. A atriz entrega um desempenho honesto, rico, intenso, belamente desnorteante. Braga está maravilhosa. Todos deveriam assistir a essa performance inesquecível.

O desfecho do último dos três atos é uma parte importantíssima para a resolução do caso de Clara. Aquela cena dos cupins é excelente. Como era de se esperar, o suspense é arquitetado com astúcia e funciona com perfeição. Sinto que em O Som ao Redor, justamente pelo trabalho de som espetacular, a sensação de tensão e suspense era bem mais elevada, mas vale mencionar que, diante de uma trama tão repleta de possibilidades, o uso temporário do suspense para causar mistério e ao mesmo tempo amedrontar é genial. 

Provocador, tenso, delicado, inteligente, singular, sensível, profundo. Aquarius é um filme soberbo. Simplesmente soberbo. Uma obra de arte tão irresistível e intrigante, envolta em uma complexidade calorosa, uma meditação estrondosa sobre o tempo, uma ode extasiante à nostalgia. Mendonça Filho ostenta competência cinematográfica e faz de sua história sobre uma mulher dos tempos atuais afetada pelo grito de mudança uma metáfora excelente sobre o status político e social do Brasil atualmente. Sem falar que Aquarius, além de tudo isso (e mais, é lógico) trata-se de um filme prazerosíssimo de se assistir e excepcionalmente fotografado. Aquarius é dilacerante, potente, um filme vivo e humano. Obrigado, Kleber. Obrigado, Sônia. Saibam que eu amo vocês. Aquarius é lindo, lindo, lindo demais. 

Aquarius
dir. Kleber Mendonça Filho - 

Crítica: "A ACADEMIA DAS MUSAS" (2015) - ★★★★★


Esse eu vi já faz algum tempo. Me tocou profundamente. Só chegou ao Brasil esse ano e quem perdeu no cinema perdeu muita coisa. Provavelmente a experiência de ver um filmão desses na telona deve ser incrivelmente espetacular. Uma aula de filologia com José Luis Guerin. O cara é um gênio. A Academia das Musas é uma obra-prima magistral, inesquecivelmente bonita e sagaz. Um filme que vem para ficar. 

Crítica: "ONE DREAM RUSH" (2010) - ★★★


Gosto da ideia de reunir vários diretores e cada um deles propositados a realizar um curta com menos de 42 segundos sobre ou sendo um sonho. Talvez a ideia aqui tenha sido explorada com um certo distanciamento, até por conta da duração, que é bastante limitativa. Mas eu não posso negar que achei interessante alguns segmentos. E tem muita gente envolvida, aliás. One Dream Rush é aquele tipo de filme sem explicação. Não há teoria, não há nada. É um filme completamente surrealista, com várias sequências oníricas inexplicavelmente sem sentido, e que devem ser aceitas e vistas dessa forma, independente de compreensão, o que talvez vá irritar alguns espectadores que anseiam por algo que faça sentido.

Muitos dos "sonhos" envolvem cadáveres, cores, músicas ao contrário, gente gritando e correndo, coisas bem oníricas mesmo. Curioso é que muitos diretores optaram por um formato de câmera menos convencional, do tipo caseira, para dar um aspecto mais homemade ao trabalho feito, um recurso excelente, já que muitos dos fragmentos de terror foram filmados neste formato mais vanguardista, o que é excepcional. 

Ao todo, são 42 diretores envolvidos, entre eles David Lynch, Asia Argento, Abel Ferrara, Leos Carax, Gaspar Noé, Mike Figgis, Carlos Reygadas, Larry Clark, Harmony Korine, Lou Ye, entre outros, todos eles reunidos neste projeto mega interessante e indubitavelmente provocador e, às vezes, assustador. Há quem não goste, mas eu simplesmente não consigo resistir a esses projetos independentes que se empenham em nos intimidar usando a "lógica" onírica. Delicioso.

One Dream Rush
dir. vários

Crítica: "DIREITO DE AMAR" (2009) - ★★★


O primeiro filme do figurinista de renome Tom Ford é um trabalho muito bonito de se ver, que até um certo ponto consegue se sustentar, mas que amarga quando se aproxima do final. A verdade é que é um filme excelentemente bem fotografado e esta é a única razão pela qual deve-se vê-lo. É claro, temos a performance exuberante de Colin Firth, mas que perde um pouco da graça que ostenta nas cenas iniciais com um desfecho preguiçoso.

Claramente, há momentos extremamente bonitos e interessantes de se acompanhar. Direito de Amar não chega a ser um filme maçante por conta dos belos cenários, das cenas saturadas, dos figurinos de época, das cores sempre vívidas e da estilosa mise-en-scene de Tom Ford. Por mais que seja desleixado, é um trabalho cuidadoso, estiloso, revolto em uma camada de seda tão fina e macia que a gente sente do outro lado. É prazerosamente tenro assistir a um filme tão delicado assim e que apresenta um personagem tão enigmático. Sensibilidade e estilo definem Direito de Amar.

A estética plástica se aproxima de um retrato modernizado dos anos 50 e que também expressa as características e a personalidade de George, interpretado excepcionalmente por Colin Firth. Outra performance de destaque é a de Julianne Moore, como a ex-mulher desvairada do personagem. Aquela cena da dança é bastante curiosa justamente por conta da presença dela, que é uma atriz maravilhosa e talentosíssima, e aqui, por mais que sua participação seja pequena, deixa sua marca.

Enfim, mesmo que seja um tanto decepcionante quanto à estrutura irregular e a duração cansativa, Direito de Amar faz-se importante pela caracterização da homossexualidade de um homem e sua vida "pacata" entre amores, desilusões e desejos, e sua relação consigo mesmo e com o mundo ao redor. Firth está ótimo, só pra finalizar. Não percam essa pérola.

Direito de Amar (A Single Man)
dir. Tom Ford - 

Crítica: "CASA DE AREIA E NÉVOA" (2003) - ★★★★


É interessante notar como alguns filmes simplesmente nos convencem por situações que englobam complexidade e atrição fervorosa entre os personagens, como bem acontece em Casa de Areia e Névoa. Este foi o primeiro filme do cineasta/roteirista ucraniano Vadim Perelman, que alguns anos depois dirigiu Sem Medo de Morrer e desde então nunca mais trabalhou em nenhuma produção americana, curioso para um cara que dirigiu um longa aclamadíssimo e que recebeu inúmeros prêmios e indicações (incluindo três justíssimas ao Oscar em 2004, nas categorias de Ator, Atriz Coadjuvante e Trilha Sonora) sumir assim do nada, praticamente.

O livro "House of Sand and Fog", que deu origem a este filme, foi disputado por diversos estúdios, até finalmente ser produzido pela Dream Works. A questão do conflito entre americanos e imigrantes do Oriente Médio, principalmente os muçulmanos, foi bastante abordada no cinema americano após o 11 de setembro, e provavelmente Casa de Areia e Névoa seja o exemplar mais completo e firme sobre essa relação tão atribulada. Didaticamente, é um filme sobre o contraste de perspectivas e visões num mundo onde a moral é controlada pela lei e a vingança é a única fonte de se obter a verdadeira justiça. 

Neste poderoso e multifacetado drama sobre questões étnicas, Jennifer Connelly interpreta uma empregada doméstica que, devido a certos problemas com o departamento imobiliário, foi tomada pelo governo para pagar dívidas acumuladas durante os anos. Morando num motel, ela decide procurar uma advogada para conseguir sua morada de volta, até que ela se torna propriedade de um imigrante muçulmano, interpretado por Ben Kingsley, que compra ela e decide morar lá com sua família. 

Não demora muito e a personagem de Jennifer se revolta contra os atos do homem e passa a se intrometer na vida da família do homem. Esse contraste cria uma divisão bastante mútua e anti-maniqueísta, enquanto divide quem assiste à situação. Rispidamente, o filme passa de drama moral para suspense megalomaníaco e se aprofunda de tal maneira que até para explicar fica difícil.

A sempre presente trilha sonora excepcional de James Horner consegue tonalizar a acidez da trama e ao mesmo tempo confere sustância ao suspense que se instala na segunda parte do filme, quando as coisas começam a ficar mais sérias e a tendência trágica se eleva. O desfecho é rico e perfeitamente representativo em muitos sentidos, seja para evidenciar que a justiça fragmentada na terra dos sonhos, ou as irregularidades no sistema imobiliário que causam tanta dor de cabeça aos americanos, e em certos casos, como acontece em Casa de Areia e Névoa, custam vidas.

O que realmente está em pauta aqui é a capacidade do ser humano de dominar e ao mesmo tempo ser dominado. Estamos cegamente suscetíveis ao controle alheio por vivermos dentro de uma sociedade manipuladora e opressora cuja lei determina o que é certo e o que é errado sem, de fato, ligar para os conceitos morais que, na verdade, deveriam ser adotados para se fazer justiça. 

O mundo é um lugar frio e cruel. As pessoas estão se matando por questões meramente banais. Os personagens de Casa de Areia e Névoa vivem num conflito inacabável centrado na diferença de opiniões, uma questão excepcionalmente abrangente para a grande parte dos conflitos dos tempos modernos. 

Casa de Areia e Névoa (House of Sand and Fog)
dir. Vadim Perelman - 

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Crítica: "FESTA DA SALSICHA" (2016) - ★★★


Festa da Salsicha é um caso à parte. Trata-se de um filme único, no sentido de ser até, em determinados momentos, revolucionário e inovador dentro de um gênero tão padronizado como a animação, algo exclusivamente notório em outras produções mais parecidas, como os polêmicos South Park: Maior, Melhor e Sem Cortes e Team America: Detonando o Mundo, ambos os filmes dirigidos por Trey Parker e Matt Stone, criadores da série South Park, outro exemplo nato de animação adulta dos tempos atuais. 

O mais curioso dessas animações adultas é que, de uma forma ou de outra, elas sempre acabam nos escandalizando e chocando mesmo que seja por adereços tão banais e até comunais na vida real, como o uso excessivo de palavrões, seja em momentos de fúria ou de extrema alegria, o que demonstra que quase cegamente nós ainda estamos presos àquele velho estilo de animação, dirigido para o público infantil, filmes inocentes e despretensiosos. Automaticamente, nós estamos "acostumados" a essa fórmula repetitiva dentro do gênero, mesmo que isso não seja algo negativo, mas indica que o mesmo precisa urgentemente ser restaurado, pois não há nenhum equilíbrio. Por isso, esse desenho adulto engraçadíssimo vai deixar muita gente chocada e, provavelmente, nervosa.

Atualmente, as animações direcionadas para o público juvenil, por exemplo, vem crescendo como uma tendência, mas ainda tem muita gente que diz que "desenho é só para crianças", e cria limites para um gênero tão vasto e repleto de possibilidades. Festa da Salsicha, mesmo que seja um filme abarrotado de defeitos, não deixa de ser importante justamente por conta desse quesito. O filme envolve temáticas completamente adultas. Dá pra se dizer que é até proibido para crianças. Porém, eu creio que o público juvenil se encaixa na faixa do filme. Não é a melhor opção para esse tipo de espectador, mas é provável que vá render muitas gargalhadas em quem se submeter a vê-lo.

A premissa, sobretudo, é fascinante. Em um supermercado, alimentos falantes aguardam ansiosamente pelo momento em que serão comprados pelos "deuses" (nós, os humanos), sem saberem que na verdade o "grande além", quando eles saem do mercado, que eles tanto desejam é na verdade o fim de tudo, quando nós os consumimos. 

No fundo, é um filme feito para se "levar na esportiva". Propositalmente, há ofensa de tudo quanto é lado, na intenção de não apenas chocar o público mas também de trazer uma perspectiva mais ampla do mundo em que vivemos, das conspirações e das mentiras que nos contam. Nos primeiros minutos, tudo corre bem, até que o filme queima seu filme quando ataca as religiões e as crenças, estabelecendo uma moral ateísta extremamente duvidosa, partindo para um lado mais sério, que quebra os limites do que então seria apenas uma brincadeira, e termina beirando o desrespeito moral e étnico, no cúmulo da imaturidade. Ainda sim, há acertos: o filme trabalha bem temáticas difíceis como diferenças raciais nos tempos modernos, influência religiosa, imposição social, manipulação e opressão.

No entanto, não há quem duvide de que é um dos filmes mais engraçados do ano. Provocativo e one-of-a-kind, trata-se de uma oportunidade rara de gargalhar até dizer chega (ou não) com o melhor desenho adulto dos últimos anos. Sacanagem à flor da pele, aqui não tem nenhum pudor mesmo. O roteiro é maravilhoso, cheio de sacadas geniais e referências precisas. Um exercício de liberdade de expressão tão genuíno e honesto que certamente merece destaque dentre os filmes de 2016. Aquela sequência da orgia das comidas é a melhor do filme inteiro. 

Festa da Salsicha (Sausage Party)
dir. Greg Tiernan, Conrad Vernon - 

Crítica: "O BOM GIGANTE AMIGO" (2016) - ★★★


Se não fosse pelo nome de Steven Spielberg no crédito de diretor deste projeto, eu provavelmente nem teria visto ele, pra começo de história. E não que se trate de um filme ruim. Digamos que fábulas infantilizadas sobre a relação de humanos e gigantes não abrem o meu apetite. Entretanto, por mais entediante que seja, O Bom Gigante Amigo tem seu charme. Só creio que esteja muito aquém da capacidade cinematográfica de Spielberg. É um filme para crianças. O que não necessariamente indica que os adultos, ou até mesmo jovens, não irão gostar. 

Em um orfanato em Londres, uma garotinha que sofre de insônia, eventual narradora da introdução e do fechamento do filme, é raptada por um homem gigante e levada até a Terra dos Gigantes, onde passa a conviver com ele e aprender mais sobre sua vida e seus hábitos. Diferente de outros gigantes de sua raça, o "bom gigante amigo" não devora crianças. Frequentemente, estes fazem visitas seja para conseguir alguma comida ou "apenas" para irritar o gigante gentil.

O conto moral de Spielberg sobre o valor da amizade e da gentileza funcionaria melhor se não fosse tão enfadonho em sua conclusão fraca, e provavelmente dependa mais da boa vontade do espectador para gostar dele. Ser convincente também não é o forte de O Bom Gigante Amigo. Seria o filme que é artificial demais ao ponto de soar como uma estratégia forçada de chamar a atenção ou só eu que fiquei muito aborrecido com seu desfecho cansativo e insolente?

Por incrível que pareça, a parte final do filme é a mais interessante, quando o gigante e a menina fazem uma visita à rainha da Inglaterra numa tentativa de conseguir derrotar os gigantes malvados (maniqueísmo total). Os esforços da fotografia excelente de Janusz Kaminski, repleta de cores encantadoras e luzes penetrantes, são em vão, visto que, neste caso, só reforça a sensação de persuasão narrativa.

No fim das contas, é um filme que vale pela diversão. Muito legal ver o Spielberg voltando às suas raízes, ao universo infantil da magia e da inocência, com pureza e leveza. Não por acaso a roteirista do filme, Melissa Mathison, é a mesma de ET. A diversão aqui neste filme é um prato cheio. A aprovação da criançada é certeira.

O Bom Gigante Amigo (The BFG)
dir. Steven Spielberg -