quarta-feira, 30 de novembro de 2016

CAHIERS DU CINEMA – Top 10 2016


1. Toni Erdmann, de Maren Ade
2. Elle, de Paul Verhoeven
3. Demônio de Neon, de Nicolas Winding Refn
4. Aquarius, de Kleber Mendonça Filho
5. Ma Loute, de Bruno Dumont
6. Julieta, de Pedro Almodóvar
7. Na Vertical, de Alain Guiraudie
8. La Loi de la Jungle, de Antonin Peretjatko
9. Carol, de Todd Haynes
10. Le bois dont les rêves sont faits, de Claire Simon

Lista divulgada hoje dos melhores do ano segundo a Cahièrs du Cinema, influente revista francesa de cinema. 

terça-feira, 29 de novembro de 2016

NATIONAL BOARD OF REVIEW 2016


VENCEDORES DO NATIONAL BOARD OF REVIEW 2016

Melhor Filme
Manchester à Beira-Mar

Melhor Diretor
Barry Jenkins – Moonlight

Melhor Atriz
Amy Adams – A Chegada

Melhor Ator
Casey Affleck – Manchester à Beira-Mar

Melhor Atriz Coadjuvante
Naomie Harris – Moonlight

Melhor Ator Coadjuvante
Jeff Bridges – A Qualquer Custo

Melhor Roteiro Original
Manchester à Beira-Mar

Melhor Roteiro Adaptado
Silence

Melhor Filme de Animação
Kubo e as Cordas Mágicas

Melhor Ator Estreante
Lucas Hedges – Manchester à Beira-Mar

Melhor Atriz Estreante
Royalty Hightower – The Fits

Melhor Diretor Estreante
Trey Edward Shults – Krisha

Melhor Filme Estrangeiro
O Apartamento (Irã)
dir. Asghar Farhadi

Melhor Documentário
O.J.: Made in America

Melhor Elenco
Estrelas Além do Tempo

TOP 10 – 2016 (em ordem alfabética)

1. A Chegada
2. Hacksaw Ridge
3. Ave, César!
4. A Qualquer Custo
5. Estrelas Além do Tempo
6. La La Land – Cantando Estações
7. Moonlight
8. Patriots Day
9. Silence
10. Sully

TOP 5 – FILMES ESTRANGEIROS (em ordem alfabética)

1. Elle
2. The Handmaiden
3. Julieta
4. Land of Mine
5. Neruda

TOP 5 – DOCUMENTÁRIOS (em ordem alfabética) 

1. De Palma
2. The Eagle Huntress
3. Gleason
4. Life, Animated
5. Miss Sharon Jones!

TOP 10 – FILMES INDEPENDENTES (em ordem alfabética)

1. 20th Century Women
2. Capitão Fantástico
3. Creative Control
4. Decisão de Risco
5. The Fits
6. Sala Verde
7. Hello, my name is Doris
8. Krisha
9. Morris from America
10. Sing Street

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Crítica: "O QUE ESTÁ POR VIR" (2016) - ★★★★★


2016 está acabando, mas ainda tem muito filme pra ver. O legal é que esse ano veio recheado de estreias importantíssimas e trabalhos cheios de toque e classe. Não arriscaria dizer, so far, que 2016 está sendo um ano cinematográfico melhor que 2015, mas, quanto mais a gente vê, mais a gente fica comparando e vendo que as estreias de 2016 estão tendo um maior impacto, mais difusão, aclamação, do que alguns outros filmes de 2015, que foi um ano cinematográfico marcante, principalmente pelos lançamentos de grandes obras que serão lembradas por muito tempo. 

O Que Está Por Vir é um dos maiores destaques de 2016. Em fevereiro, o filme foi elogiadíssimo no cultuado Festival de Berlim, onde a diretora do longa, Mia Hansen-Love (a mesma que dirigiu o sucesso cult Éden) conquistou o Urso de Prata de Melhor Diretor. Desde então, o filme têm chamado a atenção dos críticos e cinéfilos, que de motivos para contemplar esse filme tão maravilhoso estão cheios. E grande parte desse sucesso de O Que Está Por Vir diz respeito à atriz das atrizes, Isabelle Huppert, protagonista do drama, que guarda uma de suas performances mais profundas e relevantes, mais uma atuação deslumbrante que a intérprete francesa nos apresenta esse ano, antecedida pela radiante interpretação dela em Elle, de Paul Verhoeven, até agora o melhor filme de 2016 pra mim – e O Que Está Por Vir não fica atrás não, hein.

No filme, Isabelle vive Nathalie, uma professora de filosofia que está atravessando um momento bastante delicado de sua vida. Seu marido se apaixonou por outra mulher e decide consumar o inesperado divórcio, e sua mãe, uma mulher debilitada, é internada em um asilo após uma tentativa de suicídio. O destino conturbado de Nathalie a leva a refletir sobre os acontecimentos do mundo ao seu redor.

O filme exige bastante da performance de Huppert porque basicamente a performance é a base da trama e do filme em si. Não consigo pensar O Que Está por Vir seria sem a atuação magnífica dela. O poder que Isabelle ostenta de incorporar suas complexas e intensas personagens de maneira tão densa, original, hipnotizante e estremecedora é algo completamente diferente de qualquer coisa que se possa ver na tela do cinema. É um espetáculo impressionante de faces, diálogos concentrados, debates filosóficos à flor da pele e frescor cinematográfico.

Com um filme tão gradual assim como O Que Está por Vir, Mia Hansen-Love prova seu talento por trás das câmeras e a capacidade fervescente de comandar o elenco e fazê-los emergir em uma história que reúne metáforas sobre a vida, meia idade, reflexão, família e conexão humana. Por isso, não aconselho ninguém a perder um filme tão importante e colossal como este.

O Que Está Por Vir é marcado por muitos momentos de glória dramática e inspiração narrativa. Certamente fica entre os melhores filmes de 2016. Isabelle Huppert, lenda do cinema francês, brilha neste conto potente em mais um papel desnorteante, daqueles de nos deixar boquiabertos diante do talento magistral da mulher, que parece nunca se cansar de nos surpreender e encantar com suas personagens absolutamente extraordinárias e interpretações brilhantemente conduzidas.

O Que Está por Vir (L'avenir)
dir. Mia Hansen-Love - ★★★★★

terça-feira, 22 de novembro de 2016

PRIMEIRO POSTER DE SILENCE


Imagem do primeiro poster do novo filme de Martin Scorsese, Silence. O épico estreia dia 23 de novembro nos E.U.A. e em 26 de janeiro no Brasil. Aguardem. 

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Crítica: "SULLY – O HERÓI DO RIO HUDSON" (2016) - ★★★★


Hoje eu vou falar um pouquinho sobre uma das estreias mais imperdíveis do ano que eu tive o prazer de conferir essa semana com exclusividade, a pouco menos de algumas semanas para que o filme entre em cartaz aqui no Brasil. Sully – O Herói do Rio Hudson é o mais novo filme de Clint Eastwood. Como diziam as expectativas, eis mais um sucesso estrondoso desse cineasta celebrado que dificilmente erra a mão.

Neste filmaço, Tom Hanks (em uma performance magnífica) vive Chesley Sullenberger, um piloto que ficou famoso mundialmente após ter feito uma aterrissagem improvisada em pleno rio Hudson, em Nova York, no ano de 2009. O filme relata a pressão enfrentada por Sully ao ter que encarar as investigações em cima desse evento milagroso. Enquanto tido como um herói pela população e por aqueles que salvou, Sully sofreu acusações de ter forjado a falha nas turbinas.

E se Sully fica aquém do sucesso anterior de Eastwood, o maravilhoso Sniper Americano, certamente merece ser reconhecido como um de seus trabalhos mais instigantes e motivados atualmente, um destaque em uma filmografia repleta de obras. Pra quem é fã do trabalho do diretor, a boa notícia é que Sully deverá agradar principalmente a quem está mais próximo do estilo do cineasta e dos elementos de seu cinema. Clint lança um olhar crítico e ácido sobre a influência da mídia americana na vida das pessoas e às irregularidades nas investigações de companhias aéreas.

Centralmente, Sully é sobre o homem comum que se depara com uma realidade completamente diferente de tudo que ele jamais pensou. Da profissão que rege com amor, surge a fama, a pressão e a inconstância. Tudo o que vemos em tela é essa desesperada luta de Sully para voltar à vida normal, à "rotina" de sempre, se livrar daquelas acusações infames e voltar para a casa, para a sua família. Voltar a ser um homem comum.

O curioso é que o "momento de fama" de Sully é retratado com bastante conformidade, sem que haja intenção de horrorizar toda a repercussão do caso e a fama nacional do piloto. Na grande parte dos planos, vemos um Sully cansado, abatido pelo acidente, ainda chocado, assustado. A exposição à pressão da mídia e as investigações atribuladas trazem ainda mais cansaço e choque a um homem que acabou de passar por uma experiência muito delicada, traumática de sua vida, e que não está conseguindo se recompor.

Aaron Eckhart, que atua ao lado de Tom Hanks como o co-piloto, está em uma atuação maravilhosa. Indignado e revoltado com toda aquela situação, o rapaz não se cansa de repetir que "as investigações não servem para nada" e que "Sully é um herói, não o culpado da história", num contexto que adere à fama popular do piloto naquela época como o cara que salvou mais de cem pessoas de um terrível acidente, e que é julgado posteriormente por fraude. A América dos justos nos dias de hoje.

A fotografia excelente de Tom Stern aposta em tons pálidos, cinzas e escuros para traduzir a seriedade e o impacto de toda a situação que cerca e amedronta Sully, a ameaça invisível de um acontecimento tão inexplicavelmente bem-sucedido e seu trágico oposto. A edição é caprichadíssima, até mesmo em algumas cenas mais discretas, como sequências de puro diálogo, há um trabalho de edição magnífico por trás delas.

Enfim, já digo que Sully é um dos melhores de 2016. A cada filme, Clint Eastwood demonstra e redemonstra a sua força por trás das câmeras ao assumir projetos decisivos e impactantes, de cunho moral elevado e potência técnica. O foco é a humanidade, o que há de mais humano em nós diante de conflitos e debates, seja com a nossa própria pessoa, com os riscos interiores ou exteriores. É mais um exemplar digno e plausível desse que cara que é um dos maiores diretores da história. Vejam!

Sully – O Herói do Rio Hudson (Sully)
dir. Clint Eastwood - ★★★★

Crítica: "DOUTOR ESTRANHO" (2016) - ★★★★


Com os ingressos caros, cinemas distantes e dinheiro de pouco, o hábito de ir ao cinema infelizmente está diminuindo e tornando-se um luxo cada vez mais restrito a produções de porte "sucesso de bilheteria". O cinema mais próximo aqui da minha casa (o único da região) oferece opções de filmes que justamente são ou de grandes estúdios ou cogitados para atingir um padrão de  bilheteria. O Cine Itaim Paulista passou por uma reforma do ano passado pra cá, ganhou poltronas novas e uma sala 3D. De quebra, os ingressos (que nem eram tão caros assim) ficaram mais caros. O legal é ir prestigiar o filme e apreciar a qualidade do cinema. 

A fila para Doutor Estranho, em pleno feriado às 4 da tarde, estava tão grande que foi parar na porta do banheiro do cinema. Eu e minha irmã pensamos que não teria lugar para sentar. Para a nossa surpresa, tinha. Aliás, acho que ninguém precisou sentar no chão (como aconteceu na sessão de X-Men: Apocalipse em maio). A Marvel continua a atrair muita gente às salas de cinema, e esse rito progredirá com o passar do tempo e o surgimento de novas histórias e personagens.

Em Doutor Estranho, Benedict Cumberbatch interpreta Dr. Stephen Strange, um cirurgião genial com "mãos de ouro" e que nunca falha durante uma operação. Certo dia, o cara sofre um acidente de carro. Suas mãos ficam irreversivelmente fraturadas e ele decide ir buscar ajuda em um refúgio espiritual em Nepal. Lá, ele conhece um lugar sagrado e místico, que o fará descobrir seus poderes sobrenaturais e espirituais, que o fará navegar pelas dimensões numa dura luta contra o mal.

Scott Derrickson, diretor de produções notórias do gênero terror – como O Exorcismo de Emily Rose, A Entidade e Livrai-nos do Mal – faz sua estreia na Marvel com uma produção que explora o que os olhos não veem. Aliás, o visual é algo excepcionalmente bem explorado em Doutor Estranho. Não à toa, a fotografia é um dos elementos mais inesquecíveis e impactantes dessa superprodução.

O elenco estelar é uma boa pedida para quem quer fugir dos "filmes de super-herói de sempre", até porque nem sei se Doutor Estranho pode ser classificado como um "filme de super-herói". Além de Cumberbatch, que está fantástico, temos Tilda Swinton, Chiwetel Ejiofor, Mads Mikkelsen (o vilão dos vilões), Rachel McAdams e Michael Stuhlbarg.

Quando o clima intenso e dramático da trama dava uma pausa, o público aproveitava para gargalhar das piadinhas e do contraponto cômico de Doutor Estranho, centrado em personagens secundários e momentos oportunos. Lembrando que esse ano já tivemos um filme de super-herói exclusivamente cômico da Marvel – Deadpool – ainda mais quando a ideia de comédia não combina muito com Doutor Estranho. No mais, foi um ótimo ano para a Marvel. Só fiquei desapontado com X-Men: Apocalipse, mas por outro lado adorei Deadpool e Doutor Estranho, dois destaques de peso da produtora. Alguns até já estão apostando em Doutor Estranho ao Oscar, hein. E seria muito merecido caso o filme ganhasse algumas indicações (essencialmente em efeitos visuais, direção de arte e maquiagem/penteados). Tecnicamente falando, Doutor Estranho é fascinante. Fotografia, trilha, sonoplastia, e até figurinos...

A conclusão chega um pouquinho atrasada. Se sua duração não fosse tão longa, acho que Doutor Estranho de certa forma seria um bocado mais digerível. Não sei se sou muito apressado pra ver filme, mas senti que a solução final demorou bastante para se concretizar. Enfim, trata-se de um dos filmes mais interessantes e importantes da Marvel. Quem gosta dos filmes da produtora não pode perder esse, que é simplesmente um espetáculo.

Doutor Estranho (Doctor Strange)
dir. Scott Derrickson - 

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Crítica: "ONDE VAMOS INVADIR AGORA?" (2015) - ★★★


Diante da recente e controversa vitória de Donald Trump frente à presidência dos Estados Unidos, o blogueiro Ailton Monteiro, que escreve para o "Diário de um Cinéfilo" comentou em sua timeline no Facebook: "E o Michael Moore vai encontrar combustível pra fazer mais filmes de maior repercussão". A frase irônica reflete que em um provável futuro Moore, o "polêmico" documentarista político diretor de alguns dos mais impactantes e irreverentes exemplares do gênero, sendo ele considerado por muitos um dos maiores documentaristas americanos, e com razão.

O novo filme de Michael, embora esteja bem longe de ficar entre os melhores já realizados por ele, trata-se de um exemplar maturo e convincente de seu cinema autoral. Em mais uma crítica à sociedade americana e baseado em uma convicção fortemente anti-patriota, Moore faz um tour pela Europa fingindo estar "invadindo" os países para conseguir ideias que possam melhorar os Estados Unidos de nações europeias, ou como o próprio diretor diz, "roubar ideias". 

Os filmes de Michael Moore possuem uma estrutura bastante parecida, comparável, e o diretor nunca renova seu padrão de filmar e contar histórias que criticam o sonho americano e o 'american way of life', como volta a acontecer (e triunfalmente) neste ótimo Onde Vamos Invadir Agora?. E não que isso seja um defeito dos filmes dele. Muito pelo contrário. A fórmula é bastante crível e raramente falha, o que demonstra um certo domínio de Michael sobre o seu material cinematográfico. Consequentemente, o teor crítico de seus filmes resulta em um efeito catastrófico e que disseca minuciosamente os mais sórdidos defeitos da "maior nação do mundo". 

Para o público brasileiro, muitas das coisas que são abordadas e exploradas em Onde Vamos Invadir Agora? trarão uma idealização bastante distópica, digamos, dos EUA atualmente. Nessa viagem a Europa, Michael visita diversos países e recolhe deles qualidades e méritos. O interessante é como Michael fica abismado com alguns dos privilégios desses países que até em um país tão politicamente fodido como o Brasil já é uma realidade invicta, como o "décimo terceiro" (salário extra), licença-maternidade paga e universidades públicas, alguns dos nossos "luxos" que estão restritos aos americanos. 

Se por um lado há a surpresa de quem mora aqui no Brasil ao constatar esse contraste, triplica-se essa surpresa quando nos deparamos com luxos de outros países europeus ainda mais requisitados, como o sistema de educação da Finlândia (o sistema escolar foi restaurado, e hoje a Finlândia é o país nº1 em educação), o sistema carcerário da Noruega, a alimentação escolar na França. Enfim, o diretor pega vários desses itens e os pressiona contra a realidade dos EUA nos dias de hoje.

Por outro lado, há um grave problema em Onde Vamos Invadir Agora?: Moore minimiza os problemas das nações europeias (crise de imigração, xenofobia, desemprego, crise econômica) para criar um padrão do que seria a "nação ideal" visando os principais "acertos" desses países comparados aos problemas políticos e sociais dos EUA. 

Em um certo momento desse documentário, Moore visita Portugual, onde o porte de drogas é legalizado. E lá, surpreendentemente, poucas pessoas consomem drogas. Michael diz que "levará" essa lição adiante aos EUA, onde o tráfico de drogas é um problema muito mais sério do que em Portugal, o número de usuários de drogas é praticamente incomparável. Enfim, comparar EUA e Portugal no quesito problemas com drogas é algo completamente hipócrita, visto as diferenças entre essas duas nações e como seus sistemas lidam com esse ponto. Ou melhor, lidaram e continuam lidando.

Sarcasmo e a boa oratória de Michael Moore para explicar e categorizar as divergências entre as nações driblam os defeitos de Onde Vamos Invadir Agora?. Com bom humor e perspicácia, o diretor traz, mais uma vez, um desafio à moral civil americana e uma crítica repleta de ironia e senso de dualismo sempre instigante e brilhante. Moore é um cara carismático, do povão. Seus documentários socialistas trazem uma visão do que está acontecendo de ruim nos Estados Unidos, para nós aqui de fora que sempre temos na cabeça uma imagem de que os EUA é a terra dos sonhos. Na verdade, não é bem assim. E Michael Moore nunca se cansa de explorar esse emblema em seus filmes, sem medo de repetir sua clássica a infalível fórmula. 

Onde Vamos Invadir Agora? (Where To Invade Next)
dir. Michael Moore -