sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Crítica: "DO QUE VEM ANTES" (2014) - ★★★★★


A memória de um cataclismo

Aos poucos, os filmes de Lav Diaz vão chegando ao circuito, de forma lenta e remota, e nesse mesmo ritmo o público brasileiro tem acesso à filmografia do cultuado diretor filipino que a cada filme se supera. Ano passado, quem assistiu Norte, o fim da História, cujo lançamento atrasado permitiu aos espectadores uma introdução desafiadora e essencialmente necessária ao estilo de Diaz, já pôde reconhecer desde então um traço determinante do cinema de Diaz que é tido como sua marca registrada: a duração. Nove, oito, seis, quatro horas... Seus filmes são extensivamente duradouros e requerem um certo tipo de disposição, digamos, por parte do espectador. No caso de Do Que Vem Antes, a sessão dura cinco horas e quarenta minutos.

À medida em que sua filmografia é explorada, passam a ser reconhecidos aspectos mais desenvolvidos e pungentes de seu estilo magistral, que vão desde a desconcertante maturidade dramática até a belíssima composição de planos demorados e caprichosamente marcantes, cobertos pela brilhante e complexa dimensão narrativa que o diretor ostenta, e que transforam o ato de assistir em uma experiência dilacerante, transcendente e única. 

Seu (nem tão) novo trabalho Do Que Vem Antes chegou ao circuito atrasado, em fevereiro, como aconteceu com Norte..., que demorou dois anos para ganhar uma estreia por estas bandas. Entretanto, é bastante compreensível que os filmes do filipino tardam a chegar nos cinemas. São poucos os que se dispõem a distribuir um longa seu correndo o risco de fracasso comercial, sem falar em outros problemas que acabam por acarretar nessa lenta distribuição e comprometem a chegada do filme ao público cinéfilo, e quase que logicamente sempre fica limitada ao circuito de arte quando concretizada. É uma pena, porque esses filmes foram feitos para serem vistos na telona. Visto que são pouquíssimos seus filmes disponibilizados na internet, alguns caso não forem conferidos no cinema, talvez nunca cheguem aos olhos de um cinéfilo que não possui acesso ao circuito mais afastado e restrito. 

Nas primeiras horas de Do Que Vem Antes, somos introduzidos aos personagens, moradores de um vilarejo quase isolado numa região litorânea em Filipinas. A história se passa no começo da década de 70, quando o país estava sob o rígido comando do ditador Ferdinand Marcos. Neste pacato local, coisas estranhas começam a acontecer. Vacas são misteriosamente assassinadas, as pessoas começam a ficar assustadas com acontecimentos tenebrosos envolvendo os habitantes da vila e um clima de terror é instalado, provocando tensão e medo em todos. 

Entre um plano e outro, Diaz costura vagarosamente sua genial trama, que aos poucos vai se enchendo de detalhes e elementos, enquanto os personagens ganham foco e firmeza. Cenas de um cotidiano aparentemente vazio se misturam a sequências desesperadoras, de uma força estremecedora, e que estão ali tanto para nos impactar quanto para causar um certo estranhamento àquele ambiente que transparece tranquilidade, mas na realidade é o palco de bizarrices e tormentos desta crônica hostil.

O suspense meteórico fica evidente nos atos dos personagens, suas ações e reações, verdades e mentiras, segredos que ficam cravados no tempo e no horror. Apesar das demoradas sequências que preenchem este monumento cinematográfico magistral, Diaz segue um padrão narrativo clássico. A trama é enriquecida pela excelência do roteiro, a ótima construção e análise dos personagens e do espaço onde a história se passa, bem como os acontecimentos que rondam o vilarejo e os mais exuberantes truques da linguagem cinematográfica, desfrutados com astúcia e esmero. O domínio de Lav Diaz sobre a história que ele conta é estremecedor e plausível.

O elenco está formidável, simplesmente maravilhoso. Diaz, que também é ator, prova, mais uma vez, que sabe dirigir atores como ninguém, e este é um mérito maior de seu cinema repleto de riquezas. Dentre as performances de destaque, merecem menção: Mailes Kanapi, que já havia dado um show em Norte, o fim da História; Karenina Haniel (provavelmente a melhor do elenco) que interpreta uma jovem com problemas mentais que tem o poder de curar os doentes da vila, e Hazel Orencio, que interpreta a irmã desta jovem que se esforça para cuidar dela. 

Mais uma vez, o genial Lav Diaz prova que sabe fazer cinema como ninguém. O cara foi feito para contar suas histórias e é um mestre nessa arte. As metáforas, as cenas inesquecíveis, os traços mais peculiares e minuciosos deste conto sobre uma sociedade atormentada pelo terror de uma cruel ditadura não apenas política, mas também moral e étnica, e os efeitos mais escabrosos da alienação. Lav se confirma como o cineasta filipino mais importante da atualidade, cujo cinema merece ser revisitado e apreciado em grande escala. E este filme, provavelmente seu melhor, uma obra-prima de puro êxito cinematográfico, uma meditação sobre o sofrimento, os valores humanos e a existência, é um presente para os cinéfilos.

Do Que Vem Antes ganhou o Leopardo de Ouro no prestigiado Festival de Locarno em 2014. O filme mais recente de Lav Diaz, A Mulher Que Se Foi, que conquistou em setembro o Leão de Ouro em Veneza, tem data de estreia no Brasil prevista para 2017, embora já tenha sido apresentado no Festival do Rio recentemente. Enquanto isso, o também atual Canção Para um Doloroso Mistério, que conta com uma duração de incríveis oito horas, segue sem previsão, ainda que tenha participado da Mostra de SP em outubro. 

Do Que Vem Antes (Mula sa kung ano ang noon)
dir. Lav Diaz - ★★★★★

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Crítica: "DOCINHO DA AMÉRICA" (2016) - ★★★★½


A cineasta Andrea Arnold conseguiu se estabelecer como um dos nomes mais promissores e agraciados do cinema atual dentro da mídia cinematográfica com uma filmografia de apenas quatro longas, incluindo seu trabalho mais recente e vencedor do Prêmio do Júri nesta última edição do Festival de Cannes, Docinho da América, e alguns pouco vistos curtas elogiados, como Wasp (vencedor do Oscar de Melhor Curta-Metragem em 2005).

O fato é que Andrea é uma das diretoras mais importantes do cinema britânico atual, e Docinho da América é mais uma prova imbatível da força de seu talento. A história de um amor da juventude na América dos sonhos fragmentada pela pobreza e pela desigualdade social é enquadrada em um retrato autêntico e deliciosamente romântico, que cheira a frescor e suavidade. 

No papel de uma adolescente que completa 18 anos e que foge de casa para poder viver novas aventuras ao lado de uma turma de jovens vendendo revistas para ganhar dinheiro, Sasha Lane, a atriz revelação do ano, está exemplarmente arrebatadora nesta que é uma das performances mais bonitas, sensíveis e excepcionais de 2016. Sua personagem é uma garota do Texas que decide assumir uma responsabilidade em sua vida e que acaba se apaixonando perdidamente por um outro jovem, interpretado por Shia LaBeouf, na possível melhor atuação da carreira do ator.

O amor entre os dois personagens, Star e Jake, é posto à prova e oscila entre altos e baixos enquanto faz com que o espectador desenvolva uma relação de afeto com a própria história, se emocione e torça para a vitória de uma paixão difícil de se concretizar, e que se ama às escondidas, devido às regras impostas pela personagem de Riley Keough, a "chefe" do casal, que não aprova relações amorosas no grupo. 

As quase três horas de duração deste filme imperdível passam voando. Nem dá pra perceber que são três horas, tamanha a penetração do público nesta aventura cinematográfica repleta de cores, luzes, sons, beijos, abraços e emoções. Arnold recria o universo juvenil em uma crônica romântica irresistível sustentada pela sensibilidade e que torna sua sessão uma experiência inesquecível para todos que assistem.

A fotografia de Robbie Ryan, frequente colaborador de Ken Loach e também de Andrea, já tendo trabalhado com ela como diretor de fotografia em seus três outros longas anteriores, O Morro dos Ventos Uivantes, Aquário e o excelente Marcas da Vida, é abrasadora. A semelhança entre esses quatro projetos? O visual é triunfal, arquitetado com a mais satisfatória elegância nos mais incorruptíveis detalhes. Aliás, o cuidado bem-sucedido de Andrea com o visual de seus filmes marca mais um ponto positivo para a sua cinematografia e que, aos poucos, se torna uma marca registrada sua, ao filmar cenas belíssimas e paisagens de deixar qualquer um arrebatado, no melhor sentido da palavra.

No romance do ano, Andrea Arnold usa e abusa dos elementos à sua disposição, da capacidade teatral de atores não-profissionais, da câmera em sim, das possibilidades da fotografia, e das provocações que invadem nosso imaginário durante a projeção, e que demonstram o quão ousada ela é na montagem de suas histórias e no instinto cinematográfico que abraça sua direção poderosíssima. 

Docinho da América é um filme que vai além das nossas expectativas. Então, eu só deixo uma dica: prepare-se para ser surpreendido. Andrea Arnold, o elenco e a equipe desta obra-prima fabulosa estão de parabéns pelos incontáveis méritos desta produção, que vão desde o roteiro inspirado até a performance impecável de Sasha Lane, uma das atrizes do ano. Sonhos, desejos, emoções... Uma obra que capta com perfeição o espírito poético de uma geração. 

Docinho da América (American Honey)
dir. Andrea Arnold - ★½

OSCAR DE MELHOR FILME ESTRANGEIRO – OS NOVE PRÉ-FINALISTAS


A tradicional shortlist do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro foi anunciada e muitas surpresas pintaram na seleção. Certamente, depois da revelação dessa lista, fixa-se a certeza até então vaga de que o Oscar 2017 será uma premiação de surpresas. E as surpresas dessa categoria começam com as esnobações berrantes: ficaram de fora Elle (um dos favoritos ao prêmio), Julieta, Neruda, Sieranevada, Fogo no Mar e outras produções que pareciam ser bastante promissoras, mas que foram descreditadas nessa corrida. Com a retirada de Elle da lista dos finalistas, a corrida também fica mais complicada para a atriz Isabelle Huppert, quem estava tendo um desempenho maravilhoso nos prêmios críticos, mas foi esnobada no SAG e não ganhou o Critics' Choice.

1. É Apenas o Fim do Mundo – Canadá (dir. Xavier Dolan)
2. O Apartamento – Irã (dir. Asghar Farhadi)
3. Um Homem Chamado Ove – Suécia (dir. Hannes Holm)
4. My Life as a Zucchini – Suíça (dir. Claude Barras)
5. Paraíso – Rússia (dir. Andrey Konchalovskiy)
6. Tanna – Austrália (dir. Bentley Dean, Martin Butler)
7. Terra de Minas – Dinamarca (dir. Martin Pieter Zandvliet)
8. The King's Choice – Noruega (dir. Erik Poppe)
9. Toni Erdmann – Alemanha (dir. Maren Ade)

MINHAS APOSTAS (SO FAR)

O Apartamento (Irã)
Toni Erdmann (Alemanha)
Paraíso (Rússia)
Tanna (Austrália)
É Apenas o Fim do Mundo (Canadá)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

GLOBO DE OURO 2017 – OS INDICADOS


Melhor Filme – Drama

1. A Qualquer Custo
2. Até o Último Homem
3. Lion
4. Manchester à Beira-Mar
5. Moonlight

Melhor Filme – Comédia ou Musical

1. 20th Century Women
2. Deadpool
3. Florence Foster Jenkins
4. La La Land
5. Sing Street

Melhor Diretor

1. Damien Chazelle – La La Land
2. Tom Ford – Animais Noturnos
3. Mel Gibson – Até o Último Homem
4. Barry Jenkins – Moonlight
5. Kenneth Lonergan – Manchester à Beira-Mar

Melhor Atriz – Drama

1. Isabelle Huppert – Elle
2. Amy Adams – A Chegada
3. Jessica Chastain – Miss Sloane
4. Ruth Negga – Loving
5. Natalie Portman – Jackie

Melhor Ator – Drama

1. Casey Affleck – Manchester à Beira-Mar
2. Viggo Mortensen – Capitão Fantástico
3. Andrew Garfield – Até o Último Homem
4. Denzel Washington – Fences 
5. Joel Edgerton – Loving

Melhor Atriz – Comédia ou Musical

1. Meryl Streep – Florence Foster Jenkins
2. Lily Collins – Rules Don't Apply
3. Hailee Steinfeld – The Edge of Seventeen
4. Emma Stone – La La Land
5. Annette Bening – 20th Century Women

Melhor Ator – Comédia ou Musical

1. Colin Farrell – The Lobster
2. Hugh Grant – Florence Foster Jenkins
3. Ryan Reynolds – Deadpool
4. Ryan Gosling – La La Land
5. Jonah Hill – Cães de Guerra

Melhor Atriz Coadjuvante

1. Viola Davis – Fences
2. Michelle Williams – Manchester à Beira-Mar
3. Octavia Spencer – Estrelas Além do Tempo
4. Nicole Kidman – Lion
5. Naomie Harris – Moonlight

Melhor Ator Coadjuvante

1. Mahershala Ali – Moonlight
2. Dev Patel – Lion
3. Jeff Bridges – A Qualquer Custo
4. Simon Helberg – Florence Foster Jenkins
5. Aaron Taylor-Johnson – Animais Noturnos

Melhor Filme Estrangeiro

1. Elle – França
2. Divinas – França
3. O Apartamento – Irã
4. Toni Erdmann – Alemanha
5. Neruda – Chile

Melhor Filme de Animação

1. Kubo e as Cordas Mágicas
2. My Life as a Zucchini
3. Moana
4. Sing
5. Trolls
6. Zootopia

Melhor Roteiro

1. La La Land
2. Manchester à Beira-Mar
3. Animais Noturnos
4. Moonlight
5. A Qualquer Custo

Melhor Trilha Sonora

1. La La Land
2. Moonlight
3. A Chegada
4. Lion
5. Estrelas Além do Tempo

Melhor Canção Original

1. "Can't Stop the Feeling" – Trolls
2. "City of Stars" – La La Land
3. "Faith" – Sing
4. "Gold" – Gold
5. "How Far I'll Go" – Moana

MINHAS IMPRESSÕES

Nesta manhã de segunda-feira, foram anunciados os indicados ao Globo de Ouro, um dos prêmios mais importantes da mídia norte-americana. Entre os indicados, muitas surpresas, esnobações, diversidade e filmes promissores que estão se destacando nesta temporada. Em rápidos tópicos, alguns dos destaques desta edição e seus respectivos indicados. Os vencedores serão revelados no dia 08 de janeiro, domingo. 

La La Land é o recordista de indicações desta edição, nomeado em 7 categorias. O musical é um dos favoritos aos prêmios principais.
– O sucesso independente Moonlight foi indicado em 6 categorias, sendo o favorito em Melhor Filme – Drama.
– A atriz francesa Isabelle Huppert foi indicada pela primeira vez ao Globo de Ouro de Melhor Atriz por sua estrondosa performance em Elle, que também foi indicado a Melhor Filme Estrangeiro. A atriz é uma das prediletas à categoria, mas tem que disputar o prêmio com uma favorita potente que vem ganhando mais força e atenção: Natalie Portman, indicada por Jackie (a única indicação do filme de Pablo Larraín ao prêmio esse ano). 
– Após uma enxurrada de críticas mornas e medianas, Animais Noturnos foi empurrado para fora da corrida na qual estava tão bem posicionado após elogios no Festival de Veneza em setembro. Para a nossa surpresa, eis o filme aqui entre os indicados. Foi um total de três indicações importantíssimas. Tom Ford é uma aposta certeira em Roteiro Adaptado. Quanto à direção, não acho que ele vai passar adiante essa indicação em outros prêmios.
– O filme Fences foi indicado em apenas 2 categorias, contrariando as expectativas dos especialistas de que o filme conseguiria mais indicações, principalmente em Filme, Direção e Roteiro, mas foi esnobado. Entretanto, Viola e Denzel, cujas performances foram agraciadíssimas, ganharam indicações. 
Silêncio, de Scorsese, não foi lembrado em sequer 1 categoria. Muito estranho, visto que estamos falando de um cineasta americano tão poderoso e maestral. Entre as possíveis teorias em torno desse súbito "silêncio" em relação ao filme, que também foi ignorado no Critics' Choice, estão as de que: ou o filme foi mal distribuído, ou não foi visto por quase ninguém (sequer estreou ainda por lá) ou simplesmente ninguém gostou. Enfim, essa ausência é pra lá de estranha. Tomara que o filme seja lembrado ao menos no Oscar, que sempre apreciou em larga escala os trabalhos do mestre Scorsese. 
A Qualquer Custo recebeu três indicações em três categorias influentes. Torna-se um favorito desta temporada. Até o Último Homem também foi prestigiado com três indicações, o que pode colocá-lo na corrida do ouro. 
– Entre as (bem-vindas) surpresas nas categorias de atuação, estão: 
Colin Farrell por The Lobster – Colin é um ator excelente e está maravilhoso em The Lobster; achei essa indicação mais que merecida; embora eu ache que são poucas as chances dele ganhar, é meu favorito.
Octavia Spencer por Estrelas Além do Tempo – Octavia prova mais uma vez que é uma atriz digna e talentosíssima. Sua indicação aqui pode rende-la mais reconhecimento pelo filme em questão em prêmios importantes, como o SAG e o Oscar.
Aaron Taylor-Johnson por Animais Noturnos – Enquanto muitos apostavam numa indicação para Michael Shannon, Taylor-Johnson surpreendentemente arrebatou essa indicação. Sua performance foi elogiada e ele provavelmente será reconhecido amplamente por esta atuação em prêmios seguintes, mas o posto de favorito dessa categoria pertence a Mahershala Ali, o candidato mais certeiro em tempos. 
Simon Helberg por Florence Foster Jenkins – Uma atuação formal, graciosa e exuberante. Achei muito merecida a indicação de Helberg, famoso pela série A Teoria do Big Bang, nesta categoria.
Jonah Hill por Cães de Guerra – Não vi o filme, e me surpreendi com a aparição de Jonah Hill aqui. Enfim, talentoso ele é. Então, o estranhamento não se justifica. Seria pelo fato de Cães de Guerra ser uma comédia comercial ou ter sido devastado pelos críticos?
Divinas – Enquanto o filme nacional Aquarius foi esnobado em Filme Estrangeiro, o francês Divinas, que é um filme excepcional, foi lembrado. Gostei dessa consideração. É um belo filme e mereceu essa nomeação. Disponível na Netflix. 

CRITICS' CHOICE AWARDS 2016 – OS VENCEDORES


Melhor Filme
La La Land

Melhor Diretor
Damien Chazelle – La La Land

Melhor Atriz
Natalie Portman – Jackie

Melhor Ator
Casey Affleck – Manchester à Beira-Mar

Melhor Atriz Coadjuvante
Viola Davis – Fences

Melhor Ator Coadjuvante
Mahershala Ali – Moonlight

Melhor Roteiro Original (EMPATE)
Manchester à Beira-Mar – Kenneth Lonergan
La La Land – Damien Chazelle

Melhor Roteiro Adaptado
A Chegada – Eric Heissener

Melhor Filme Estrangeiro
Elle

Melhor Filme de Animação
Zootopia

Melhor Elenco
Moonlight

Melhor Fotografia
La La Land – Linus Sandgren

Melhor Trilha Sonora
La La Land – Justin Hurwitz

Melhor Canção
"City of Stars" – La La Land

Melhor Design de Produção
La La Land – Andy Reynolds-Wasco and David Wasco

Melhor Edição
La La Land – Tom Cross

Melhor Figurino
Jackie – Madeline Fontaine

Melhor Maquiagem e Penteados
Jackie

Melhores Efeitos Visuais
Mogli – O Menino Lobo

Melhor Intérprete Jovem
Lucas Hedges – Manchester à Beira-Mar

Melhor Filme – Comédia
Deadpool

Melhor Atriz – Comédia
Meryl Streep – Florence Foster Jenkins

Melhor Ator – Comédia
Ryan Reynolds – Deadpool

Melhor Filme – Ação
Até o Último Homem

Melhor Ator – Ação
Andrew Garfield – Até o Último Homem

Melhor Atriz – Ação
Margot Robbie – Esqudrão Suicida

Melhor Filme – Ficção Cientifica/Terror
A Chegada

– A maior decepção da noite foi a derrota da rainha do cinema francês Isabelle Huppert, que perdeu para Natalie Portman, por Jackie. Os votantes optaram por uma "opção" mais convencional, e ignoraram Isabelle, que está maravilhosa em Elle, uma de suas melhores atuações. Mas eu não tenho nenhum crédito para julgar. Afinal, sequer vi Portman em Jackie. Mesmo Isabelle tendo vencido a maioria dos prêmios críticos, a vitória de Portman a arrebatou e diminiu as expectativas dela se dar bem nas grandes premiações, como Globo de Ouro e Oscar. Mas não necessariamente quer dizer que ela não vá ser indicada, é claro. Huppert ainda tem chances de ganhar muita coisa. E, se uma indicação ao Oscar vier, já será bastante gratificante para nós, seus fãs. Desculpem-me se fui ignorante a respeito da Natalie Portman. Nada contra ela – é uma grande atriz, aliás, e acho a vitória dela bastante crível – mas é que a Huppert tinha tudo para ganhar. Ela merece há muito tempo esse reconhecimento.

La La Land ganhou Melhor Filme e uma porrada de prêmios técnicos. O favorito Moonlight ganhou apenas 2 prêmios: melhor ator coadjuvante e elenco. Enfim, é um grande avanço. La La Land vira o favorito dessa temporada. 

domingo, 11 de dezembro de 2016

NEW YORK FILM CRITICS ONLINE AWARDS 2016 – OS VENCEDORES



Melhor Filme
Moonlight

Melhor Diretor
Barry Jenkins – Moonlight

Melhor Atriz
Isabelle Huppert – Elle

Melhor Ator
Casey Affleck – Manchester à Beira-Mar

Melhor Atriz Coadjuvante
Viola Davis – Fences

Melhor Ator Coadjuvante
Mahershala Ali – Moonlight

Melhor Artista Revelação
Ruth Negga – Loving

Melhor Roteiro
Moonlight

Melhor Fotografia
Moonlight

Melhor Utilização de Música
La La Land

Melhor Diretor Estreante
Robert Eggers – A Bruxa

Melhor Filme Estrangeiro
A Criada

Melhor Documentário
A 13ª Emenda

Melhor Filme de Animação
Kubo e as Cordas Mágicas

sábado, 10 de dezembro de 2016

MINHAS APOSTAS AO CRITICS' CHOICE


Amanhã tem a premiação Critics' Choice, que foi antecipada para esse ano, diminuindo a espera e, é claro, a ansiedade de todos os cinéfilos. Fiz uma modesta lista de apostas desse prêmio tão importantes. Como não vi a maioria dos filmes, estou seguindo o fluxo das apostas e a aclamação dos filmes.


MELHOR FILME

QUEM GANHA Moonlight
QUEM TEM CHANCES La La Land
QUEM PODE SURPREENDER Manchester à Beira-Mar
MEU FAVORITO Moonlight

MELHOR DIRETOR

QUEM GANHA – Damien Chazelle, La La Land
QUEM TEM CHANCES – Barry Jenkins, Moonlight
QUEM PODE SURPREENDER – Mel Gibson, Até o Último Homem
MEU FAVORITO – Barry Jenkins, Moonlight

MELHOR ATRIZ

QUEM GANHA – Isabelle Huppert
QUEM TEM CHANCES – Natalie Portman
QUEM PODE SURPREENDER – Emma Stone
MINHA FAVORITA – Isabelle Huppert

MELHOR ATOR

QUEM GANHA – Casey Affleck
QUEM TEM CHANCES – Denzel Washington
QUEM PODE SURPREENDER – Andrew Garfield
MEU FAVORITO – Casey Affleck

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

QUEM GANHA – Viola Davis
QUEM TEM CHANCES – Michelle Williams
QUEM PODE SURPREENDER – Naomie Harris
MINHA FAVORITA – Viola Davis

MELHOR ATOR COADJUVANTE

QUEM GANHA – Mahershala Ali
QUEM TEM CHANCES – Jeff Bridges
QUEM PODE SURPREENDER – Ben Foster
MEU FAVORITO – Mahershala Ali

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

QUEM GANHA The Lobster
QUEM TEM CHANCES – Manchester à Beira-Mar
QUEM PODE SURPREENDER Moonlight
MEU FAVORITO The Lobster

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

QUEM GANHA Fences
QUEM TEM CHANCES – A Chegada
QUEM PODE SURPREENDER Estrelas Além do Tempo
MEU FAVORITO Fences

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

QUEM GANHA The Handmaiden
QUEM TEM CHANCES – Toni Erdmann
QUEM PODE SURPREENDER Elle
MEU FAVORITO Elle

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO

QUEM GANHA Kubo e as Cordas Mágicas
QUEM TEM CHANCES – Zootopia
QUEM PODE SURPREENDER A Tartaruga Vermelha
MEU FAVORITO Zootopia

MELHOR CANÇÃO

QUEM GANHA – Audition
QUEM TEM CHANCES – City of Stars
QUEM PODE SURPREENDER – The Rules Don't Apply
MEU FAVORITO – Audition/City of Stars

MELHOR TRILHA SONORA

QUEM GANHA Jackie
QUEM TEM CHANCES – La La Land
QUEM PODE SURPREENDER A Chegada
MEU FAVORITO Jackie

MELHOR FOTOGRAFIA

QUEM GANHA Moonlight
QUEM TEM CHANCES – La La Land
QUEM PODE SURPREENDER Jackie
MEU FAVORITO Moonlight

MELHOR EDIÇÃO

QUEM GANHA La La Land
QUEM TEM CHANCES – A Chegada
QUEM PODE SURPREENDER Sully
MEU FAVORITO La La Land

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO

QUEM GANHA La La Land
QUEM TEM CHANCES – Jackie
QUEM PODE SURPREENDER A Lei da Noite
MEU FAVORITO La La Land

MELHOR FIGURINO

QUEM GANHA Amor & Amizade
QUEM TEM CHANCES – Jackie
QUEM PODE SURPREENDER Animais Fantásticos e Onde Habitam
MEU FAVORITO Amor & Amizade

MELHOR MAQUIAGEM/PENTEADOS

QUEM GANHA Jackie
QUEM TEM CHANCES – Animais Fantásticos e Onde Habitam
QUEM PODE SURPREENDER Star Trek Beyond
MEU FAVORITO Doutor Estranho

MELHORES EFEITOS VISUAIS

QUEM GANHA A Chegada
QUEM TEM CHANCES – Mogli, o Menino Lobo
QUEM PODE SURPREENDER Animais Fantásticos e Onde Habitam
MEU FAVORITO Doutor Estranho

MELHOR ATOR/ATRIZ JOVEM

QUEM GANHA – Lucas Hedges
QUEM TEM CHANCES – Hailee Steinfeld
QUEM PODE SURPREENDER – Alex H. Hibbert
MEU FAVORITO – Lucas Hedges

MELHOR ELENCO

QUEM GANHA Moonlight
QUEM TEM CHANCES – Manchester à Beira-Mar
QUEM PODE SURPREENDER Fences
MEU FAVORITO Moonlight