A voz própria de O Labirinto do Fauno traz elementos únicos, como o épico e a fantasia, que ao decorrer dessa história brilhante, se aperfeiçoam e ganham uma camada de vida quase sub-realista. O filme narra uma série de eventos na vida da ingênua Ophelia, cuja mãe está grávida de um rígido capitão da Guerra Civil Espanhola, que está no controle de uma operação para identificar um grupo fascista. Ophelia descobre a amizade de Mercedes, a empregada da casa onde ela está hospedada junto com a mãe, e através do labirinto do fauno, inicia-se uma jornada fantástica e espetacular, quão misteriosa e surrealista. Ophelia descobre ser a reencarnação de uma princesa, e para poder atingir a imortalidade e a outra vida, terá que cumprir algumas das provas impostas pelo fauno, seu guiador. Entre cenas sangrentas e prosperamente violentas protagonizadas pelo capitão Vidal encenando o frio fascismo à beira de uma catástrofe, e outras surpreendentes e encantadoras passagens de Ophelia no mundo subterrâneo, o filme te transporta para outra dimensão, dentro da mente genial de Del Toro.
Indicado a seis categorias no Oscar 2007, e vencedor de três (Melhor Fotografia, Melhor Maquiagem e Melhor Direção de Arte), nenhum filme dirigido por Del Toro até hoje conseguiu superar o profundo impacto deste, não só pela história, mas pela maestria neo-realista utilizada na película mexicana/espanhola. A performance seguramente inesquecível de Ivana Baquero no papel da garota Ophelia, acompanhada de um elenco desbravador, com Sergi López, Maribel Verdú, Ariadna Gil, são categorizados impecavelmente em cada performance. O destaque de O Labirinto do Fauno o transforma num autêntico clássico moderno do cinema infanto-juvenil, e provavelmente uma das mais bem feitas produções estrangeiras de todos os tempos. O Labirinto do Fauno nos apresenta a oportunidade de analisar uma obra-prima incluindo cada artifício minimalista utilizado perfeitamente nela, com toques que a tornam mais real, e definitivamente, um trabalho de arte magnífico e sublimemente mágico como uma fábula.
Também trata-se de uma obra regida por sua magistral e impecável beleza, indiscutivelmente esplêndida. O Labirinto do Fauno, situado em algum lugar entre um eletrizante terror gótico e um conto infantil imprescindível e repleto de fantasia, explora a ingenuidade de uma criança comovida com a mudança contrastando com o totalitário universo de uma guerra, e a rebeldia de seus opositores. O bom é que esse misto funciona, e O Labirinto do Fauno se auto-consagra, pois remonta um gênero inteirinho no fim de entregar nas mãos do espectador um trabalho lindíssimo, e único. É muito bom mesmo!
Também trata-se de uma obra regida por sua magistral e impecável beleza, indiscutivelmente esplêndida. O Labirinto do Fauno, situado em algum lugar entre um eletrizante terror gótico e um conto infantil imprescindível e repleto de fantasia, explora a ingenuidade de uma criança comovida com a mudança contrastando com o totalitário universo de uma guerra, e a rebeldia de seus opositores. O bom é que esse misto funciona, e O Labirinto do Fauno se auto-consagra, pois remonta um gênero inteirinho no fim de entregar nas mãos do espectador um trabalho lindíssimo, e único. É muito bom mesmo!
O Labirinto do Fauno (El Laberinto del Fauno)
dir. Guillermo del Toro - ★★★★★

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