sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Crítica: "LUCY" (2014) - ★★★

            

Lucy é uma artifical, violenta e ultramoderna ficção científica do cineasta francês Luc Besson, diretor de O Quinto Elemento, O Profissional e Táxi - Velocidade nas Ruas, estrelando Scarlett Johansson e Morgan Freeman.
         
No que nos introduziria uma fantástica jornada em padrões surreais, o filme conta a história de uma estudante universitária em Taipé chamada Lucy, que é forçada a transportar uma droga perigosa chamada CPH4 para a máfia, e que acidentalmente, acaba fazendo um inesperado e agressivo efeito nela, e então, sua capacidade cerebral aumenta, a fazendo ganhar super poderes, incluindo a telecinesia, a ausência de dor e a capacidade de adquirir conhecimento instantaneamente. 
           
O desfecho do roteiro sensacional e o retrato dos personagens transformam Lucy numa fábula da ficção científica e do cinema moderno, uma transbordante e triunfante aventura provocada pela chocante emoção que o filme carrega consigo em cenas desesperadas e carregadas de um afeto transtornante de ultra-violência, e o filme ganha vida num ritmo acelerado que sobressai às mais breves opções a fim de deixar seu espectador por total extasiado. 
           
Luc Besson, seu diretor, não obteve tanto êxito em Hollywood desde sua mega-produção em 1997, O Quinto Elemento, considerado um dos maiores filmes de ficção científica já realizado e que abriu portas para o francês no mundo cinematográfico - consagrou o francês um cineasta aplaudido e elogiado por todos. As produções pequenas e adaptações nem tão vangloriadas, tais como as continuações de Táxi, não conseguiram mover a carreira de Besson para frente após a obra. Porém, Besson já tinha alguma promessa da qual voltaria com um novo filme para seu público, e esse ano, veio com todo o seu talento e sua força arrancar nossa mente fora de nosso corpo e levá-la ao núcleo do intensivo processo que Lucy estampa na sua violenta e emotiva elaboração e formação de uma história que exibe toda a longa e lenta participação da evolução na história da humanidade, uma das mais satisfatórias produções do ano, que leva á questionamentos filosóficos e a uma belíssima performance visual. Soberana Scarlett, é quem consegue por mais e tanto cativar e motivar o público ao longo dos poucos oitenta minutos do fantástico Lucy.

Lucy
dir. Luc Besson - 

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