A década de 70 foi a era de ouro do cinema americano. A indústria cinematográfica nessa época ressurgiu magicamente dentro da tecnologia, que passou a ser utilizada para a criação de ficções, que se aprimorou na década de 80. Um fato é que há inúmeros filmes produzidos nessa década que marcaram o mundo.
Diversos cineastas filmaram suas maiores obras nessa década. Entre muitos estes filmes figuram alguns desde Satyricon e O Poderoso Chefão até Noivo Neurótico, Noiva Nervosa e Laranja Mecânica. Mas nessa lista é inevitável (e obrigatória) a presença de Rocky. Rocky é um filme de um valor inestimável, cuja importância ultrapassa os limites de uma obra-prima, o que o torna um filme único em toda a história do cinema, um memorável clássico do cinema americano.
Protagonizado e escrito por Sylvester Stallone no início da carreira, Rocky narra a vida e o cotidiano de um lutador de terceira classe da Filadélfia homônimo, e a sua jornada pelo sucesso e pela dignidade. De vida dupla, Sylvester também é afiliado ao submundo do crime e da máfia, fazendo pequenos trabalhos como agiota. E essa história foi a que, em 1976, conquistou todo o mundo, por ser tão revolucionária e autêntica. Poucos filmes conseguiram traduzir tanto impacto em tão singelos momentos. Poucos ainda proporcionaram a magnânima experiência de assistir a um mundo tão desconhecido. E é por isso que Rocky teve tanto sucesso.
Não exige muito, mas também, não deixa de ser bom. No mesmo ano do lançamento de Rocky, também foi lançado Taxi Driver, de Scorsese. Os dois filmes competiram juntos ao Oscar de Melhor Filme, que foi dado á Rocky. De fato, o prêmio seria mais aceitável á Taxi Driver, porém, não há como não dizer que a vitória de Rocky foi merecida. O roteiro, brilhante, vindo de alguém com tão pouco envolvimento no meio cinematográfico.
O elenco, sublime e talentoso, que ainda o tornam mais realista, é claro, sem esquecer de mencionar o casal que ganhou meus mais profundos sentimentos: Talia Shire e Sylvester Stallone. A direção, simplesmente bela. Jonh G. Avildsen construiu um grande filme (e um grande clássico, também) utilizando tão meros artifícios para trazer tão estrondoso reconhecimento.
Uso aqui as mesmas palavras de Nanni Moretti: "Quando Rocky Balboa sobe as escadas, eu sou o primeiro a aplaudir!". Dentro dessa cena, realizei a certeza de que Rocky era uma das melhores películas que eu já havia visto.
Atualmente, muitos longas tentaram repetir o mesmo feito de Rocky, ou até reinstauraram a história em novos padrões. Muitos de vocês podem claramente se lembrar de O Lutador, de Darren Aronofsky, que para ser sincero, até foi fiel nesse objetivo de se aproximar à Rocky, apesar de sua unicidade. Por mais que não tenha tido a chance de assistir às continuações do original, não houve problema em reconhecer sua força. Icônico e filmado sob proporções demasiadamente delicadas e rígidas, Rocky consegue levar o público ao delírio e às lágrimas ao contar de maneira tão viva e própria a história de seu protagonista, um ser buscando apenas seu lugar no mundo, como eu, como você, como todos nós.
Rocky - Um Lutador (Rocky)
dir. John G. Avildsen - ★★★★★
Rocky - Um Lutador (Rocky)
dir. John G. Avildsen - ★★★★★

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