segunda-feira, 18 de julho de 2016

Crítica: "A LULA E A BALEIA" (2005) - ★★★★


E aos poucos Noah Baumbach vai me conquistando. O primeiro filme dele que vi foi o razoável Enquanto Somos Jovens, que pra mim é perfeitamente definido pela frase "é o que tem pra hoje", e que não me surpreendeu quase em nada, se formos levar em conta as expectativas. Já a segunda vez foi com Mistress America, um bocado melhor e mais divertido que o anterior. A Lula e a Baleia é o terceiro filme dirigido por Baumbach que vejo. E o melhor dos três. Confesso que não achava que ficaria tão maravilhado. Meu gosto por Noah Baumbach finalmente se elevou e agora estou mais interessado na filmografia do diretor. É intenso e suave, simples e completo, um filme de qualidade rara e magnífica.

Baumbach fascina no lugar do diretor e no lugar do roteirista. Antes um cineasta por quem eu nutria pouquíssima admiração, ele me fisgou com esse filmão. Seu cinema está no auge em A Lula e a Baleia. Despertou em mim uma imensa curiosidade em descobrir e degustar seus outros filmes, como Margot no Casamento e O Solteirão. A Lula e a Baleia é garantia de entretenimento e deleite. Mais que isso, é um singelo convite a acompanhar e conhecer Noah e seu cinema mais de perto e com (devida) atenção. E, a cada filme dele a mais que assisto, expõe-se seu talento inegável e sua marca de autor. Seu estilo é aconchegante e visionário, e faz dele um dos cineastas mais importantes do cinema contemporâneo.

A Lula e a Baleia é uma combinação autêntica de competência e riqueza fílmica. É uma oportunidade única de testemunhar as artimanhas do estilo cinematográfico de Noah Baumbach e suas pequenas, algumas quase imperceptíveis, obsessões narrativas geniais. Não me estranha o filme ter recebido logo uma (justa) indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original em 2006. O roteiro é extraordinário. É unanimidade entre esses três filmes do Noah que vi: os roteiros sempre são fenomenais, caprichadíssimos. É quase como Woody Allen ou o Wes Anderson, camarada do Noah (e produtor do filme).

A Lula e a Baleia foca na crise familiar que se instala entre pais e filhos durante um período de divórcio. Laura Linney e Jeff Daniels estão sensacionais na pele do excêntrico casal Bernard e Joan, duas das melhores performances de suas carreiras. Não sou muito fã do Jesse Eisenberg, mas ele está excelente. A revelação do filme é Owen Kline. Embora eu admire bastante o Jeff Daniels, e ele esteja excepcional aqui, sinto um tantinho de curiosidade em saber como o Bill Murray, que foi cotado para o personagem na época, se sairia. 

Pela brilhanteza de Noah Baumbach, pelo elenco impecável, pelo humor, pela singularidade, pela fotografia exótica em 16mm de Robert Yeoman, pelas referências ao cinema francês e à Nouvelle Vague, pela atmosfera equilibrada e pelo ritmo vibrante, vale a pena ver A Lula e a Baleia. A compreensão do título não é de graça, e é aí é que está a graça dele. A Lula e a Baleia tem o visual de uma crônica culta e o espírito de um filme soberbo. Se um dia por acaso eu topasse com o Noah, lhe diria: "Obrigado por A Lula e a Baleia, cara!".

A Lula e a Baleia (The Squid and the Whale)
dir. Noah Baumbach - ★★★★

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Adeus, HECTOR BABENCO (1946 - 2016)


Lamentável. Hector Babenco foi um cineasta de um legado gigantesco, uma lenda do cinema, de primeira grandeza. Aos 70 anos, vítima de uma parada cardíaca, Hector faleceu na noite desta quarta-feira, uma notícia mais que triste para quem é cinéfilo, e ainda mais pra quem é cinéfilo brasileiro, e que acompanhou de perto a trajetória do cineasta argentino que dirigiu vários filmes nacionais, alguns deles sendo considerados os melhores do nosso cinema - e com razão -, como o clássico O Beijo da Mulher-Aranha, indicado a 4 Óscares em 1986, incluindo filme e Direção para Babenco, e vencedor de 1 (Melhor Ator, William Hurt), e os aclamados Carandiru e Pixote, enaltecidos como pérolas do cinema nacional. Mas também já trabalhou e fez sucesso no exterior. Nos E.U.A., dirigiu Ironweed, com Meryl Streep e Jack Nicholson, e Brincando nos Campos do Senhor. Seu último filme, o autobiográfico Meu Amigo Hindu, com Willem Dafoe, abriu a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo ano passado e foi lançado esse ano no Brasil. Babenco foi mais que um cineasta, um poeta, um mestre. Obrigado, Hector. Vá em paz, meu amigo! 

terça-feira, 12 de julho de 2016

Crítica: "SONHOS ERÓTICOS DE UMA NOITE DE VERÃO" (1982) - ★★


Fiquei sem internet por 5 dias. Sobrevivi, mas o blog ficou bem parado, e fui acumulando filmes sem escrever sobre eles. Bem, vou tentar compensar o tempo perdido nos próximos dias. Isso é, se a internet não dar pane, já que os caras agora em vez de cortarem a internet de uma vez estão reduzindo a velocidade, o que é ainda mais enervante. Será que eles fazem isso de propósito só pra estressar mais a gente? Enfim, vamos comentar o filme. Da semana passada pra cá, vi 4 filmes do Woody Allen, entre eles Sonhos Eróticos de uma Noite de Verão (visto dia 8), que é um dos títulos menos conhecidos da filmografia dele. Apesar disso, mantinha altas expectativas quanto ao filme que, infelizmente, não é lá essas coisas, o que eu jamais esperaria de um filme dirigido por alguém como o Woody. À exceção de Scoop - O Grande Furo (texto 1; texto 2), que não tinha gostado muito da primeira vez, mas quando revi adorei, não me lembro de ter desaprovado dessa maneira um filme dele. Se bem que não vi todos. 

Sonhos Eróticos de uma Noite de Verão é o filme mais fraco da filmografia do Woody. Aliás, é fraquíssimo. Quase insuportável. Começa bem, mas se perde depois dos momentos iniciais. Acho que o Woody nunca fez um filme tão confuso como esse. É sobre três casais que vão passar o fim de semana numa bela casa no campo e acabam tendo aventuras amorosas entre eles fora das relações.

É o primeiro filme do Woody contando com a Mia Farrow, sua ex-mulher, que viria a estar presente em seus próximos 12 filmes (um total de 13, contando com esse). O papel de Ariel Weymouth, interpretada por Mia, inicialmente tinha sido designado a Diane Keaton, que o recusou por envolvimento em outros projetos. Também estão no elenco José Ferrer, Tony Roberts, Julie Hagerty e Mary Steenburger. Apesar de ser um ótimo elenco, em nada livram o filme do fracasso.

Chega a ser até irônico, já que tanto o filme que antecede e o que sucede este da filmografia do Woody são grandes filmes (Memórias e Zelig, respectivamente). São poucos os momentos engraçados (para uma comédia, digo). A fotografia de Gordon Willis até é um pouco mais inspirada, ainda que deixe a desejar em certos momentos. O título e a história referenciam a adorável clássica peça de Shakespeare, apesar de quase não serem feitas referências à obra durante a trama. Na verdade, faz tanto tempo que li a peça que algumas devem ter passado em branco, embora, talvez, o desenrolar da trama seja a referência mais notável, ainda que irregular.

Sonhos Eróticos de uma Noite de Verão é maçante, confuso, entediante, deselegante... Adjetivos que eu nunca pensei que usaria para definir um filme do Woody Allen. Tem certos momentos bons, mas, como eu disse são poucos. É um filme de menos de uma hora e meia que parece que tem quatro. A premissa é bem interessante, mas o filme deixa a desejar. Como um fã do Woody, é uma grande decepção ver um filme assim.

Enfim, baixei Poderosa Afrodite faz um tempo e acho que vou ver hoje. A internet ainda está um pouco fraca, e quase não dá pra carregar vídeos online ou baixar. Mas, assim que eu tiver a chance, pretendo ver Celebridade e Simplesmente Alice, e, se possível, rever Tiros na Broadway ou Noivo Neurótico, Noiva Nervosa.

Sonhos Eróticos de uma Noite de Verão (A Midsummer Night's Sex Comedy)
dir. Woody Allen - ★★

terça-feira, 5 de julho de 2016

Crítica: "MARIA" (2005) - ★★★★★


Abel Ferrara é um diretor subestimado. Se tem algo de que estou certo neste mundo é de que Abel Ferrara é um cineasta rejeitado, embora seja dono de grandes pérolas do cinema, como este Maria, o perspicaz Pasolini, visto ano passado, o subestimadíssimo Bem-Vindo a Nova York, com Gerard Depardieu, Go Go Tales, O Rei de Nova York, Vício Frenético e outros mais. É um nome que deveria ser tratado com mais carinho e atenção. Maria, que é seu melhor filme (dentre os que eu vi até o momento) prova que ele tem todas as qualidades e o talento de um verdadeiro mestre do cinema. Posso estar exagerando, mas eu não arriscaria dizer que estou exagerando. Afinal, há de se concordar: Abel Ferrara é um diretor fenomenal. Maria é um exemplo disso, e ainda vai além.

Abel também prova que é capaz de mexer com a gente de maneira tão singular que é quase inexplicável. É dele também a maestria em dirigir espetacularmente um elenco estelar, que traz dos intérpretes mais talentosos e competentes do nosso tempo, como a inegavelmente triunfal Juliette Binoche, brilhando no papel de uma atriz que decide deixar a profissão de lado e conhecer mais de perto o universo religioso; Forrest Whitaker, numa performance excepcional, como um apresentador de TV arrependido pelos seus erros e tentando buscar a redenção; Matthew Modine como um diretor de cinema que só pensa em auto-promoção; sem falar nas participações das lindas Marion Cotillard e Heather Graham. 

Maria é sobre nossas dúvidas, nossos questionamentos, o vazio que nos consome, a falta de esperança no mundo e a salvação através da crença, o poder da fé em transformar e reestruturar a nossa esperança num amanhã melhor, a transformação, a incerteza diante da mudança e da tentação. Por outro lado, é (indiretamente) sobre a força e o poder da sétima arte (pensem nisso!). Maria nos faz redescobrir e refletir sobre o mundo que nos cerca, os medos que nos prendem, o desejo que nos engrandece e engana. Achei interessante a proposta do diretor em "globalizar" o nome Maria em diversos sentidos, sendo o título do filme em inglês "Mary", o nome da personagem da Juliette "Marie Palesi", e a tradução para o título nacional "Maria", e por aí vai. Seria esta uma proposta subliminar, ou ele apenas quis metaforizar a globalização, como acontece em outros certos momentos do filme?

Pretendo rever o filme em breve. Aliás, acreditem ou não, demorei 3 dias para assistir esse filme inteiro, que tem uma duração de mais ou menos 1 hora e 20 minutos. E a questão não é nem impaciência. Como eu sou uma pessoa muito sonolenta e preguiçosa (até demais da conta), ficar deitado é sempre um convite ao sono. E, nos dias em que o sono me pega de jeito, se bobear até sentado eu durmo. Por isso, quando fui ver sexta, passados os 20 minutos do filme, não resisti a tentação e acabei dormindo. Mas, fiquem calmos, não é porque o filme dá sono ou coisa do tipo que eu acabei dormindo, mas é que isso acontece comigo com qualquer coisa mesmo. Se eu estiver vendo um filme do 007 (quem me conhece sabe que sou fã das aventuras do agente um bocado e que não paro pra nada quando eu estou assistindo um filme da saga), à noite e debaixo dos cobertores é bem provável que eu vá dormir. Sábado vi só um pedacinho, até porque fiquei o dia inteiro fora e também fui conferir outro filme no cinema. A sessão só foi terminar domingo -- à noite -- já que eu passei também o dia inteiro fora no apartamento do meu irmão. Maria não é o tipo de filme que dá sono, e sim o exato contrário disso. Maria é interessantíssimo. Provoca, ousa, instiga, questiona, maravilha e fascina.

Depois de Maria, eu fiquei até mais curioso em conhecer os outros longas da filmografia de Ferrara, já que são poucos os filmes que vi dele. Talvez alguns não sejam tão tocantes ou profundos como Maria, mas sempre há um tesouro perdido tão tocantes ou profundos da mesma forma de Maria, mas é muito provável que o sr. Ferrara tenha mais acertos e tesouros escondidos em sua gigantesca filmografia. Só sei que Maria foi uma experiência magnífica. Já baixei meu próximo filme do cineasta, Go Go Tales, com Willem Dafoe e Asia Argento, que verei muito em breve.

Maria (Mary)
dir. Abel Ferrara - ★★★★★

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Adeus, ABBAS KIAROSTAMI (1940 - 2016)


Triste, triste demais. Partiu nesta segunda-feira o amado cineasta iraniano Abbas Kiarostami, que estava lutando contra um câncer descoberto em março deste ano. Considerado um dos maiores e mais influentes cineastas iranianos, Kiarostami foi um diretor idolatrado e adorado por muitos. Seu talento e seu legado cinematográfico permaneceram vivos por muito tempo na memória dos cinéfilos. É impossível não ficar tremendamente chateado e triste com uma notícia arrasadora dessas. Abbas Kiarostami foi um gênio do cinema, sua filmografia é de ouro. Jamais esqueceremos de suas obras e de sua maestria. Entre seus grandes trabalhos, estão a brilhante comédia romântica Cópia Fiel, filme que eu considero o seu melhor, estrelado por Juliette Binoche e William Shimell, o imortalizado Gosto de Cereja, que venceu a Palma de Ouro em 1997 e Close-Up, filme que é considerado um marco do cinema do Irã, e que conquistou diversos prêmios e plateias. Vá em paz, querido Kiarostami!  

domingo, 3 de julho de 2016

Crítica: "PROCURANDO DORY" (2016) - ★★★


Revi em maio Procurando Nemo, que é uma das minhas animações prediletas do estúdio Pixar, e fiquei de escrever aqui no blog mas dei sopa e acabei deixando tal tarefa de lado. Bem, cá estou eu, dois meses depois, escrevendo sobre Procurando Dory, a sequência da já mencionada famosa animação sucesso de bilheteria/crítica que está beirando a mesma aclamação do 1º tanto nas bilheterias quanto entre os críticos. Eu não diria que Procurando Dory é melhor ou se nivela a Procurando Nemo, mas até que é bem bacana. Até porque eu, pelo menos, me diverti bastante. A Pixar capricha em mais uma produção bonita, sofisticada e doce, como era de se esperar de uma equipe tão talentosa e dedicada como eles, que fazem animação como ninguém.

Não sei se acontece só comigo, mas fico tão envergonhado quando, antes da sessão começar, passam uns trailers tão idiotas de filmes que a gente de cara já decifra que são bombas. É uma sensação de vergonha tão grande que, olha, vou te contar... E não é a primeira vez. Os trailers exibidos foram os de Carrossel 2, A Vida Secreta dos Bichos e outro filme do qual não me lembro, todos desprezíveis (aliás, que mania mais petulante a de passarem só trailers de filmes infantis antes de uma animação). Passados os três trailers, me animei para o começo do filme, e fui surpreendido pelo ótimo curtinha Piper (que eles geralmente exibem antes de um filme da Pixar ou até mesmo da Disney, e que são facilmente encontrados nos extras dos DVDs originais). 

Enfim, o filme. Não diria que é muito engraçado não, viu? Quer dizer, muita gente riu (certas vezes em momentos e cenas inconvenientes), mas foi pouco. E não nem a questão das piadas serem ruins, porque não tem muita piada, por isso que o filme é tão fraquinho no quesito humor. Dory, aquela peixinha coadjuvante do 1º filme que ajudou o pai de Nemo a encontrá-lo, é a principal desta continuação. Dory sofre de memória anterógrada (perda de memória recente) e, aos poucos, começa a se lembrar de seus pais, e decide ir atrás deles para reencontrá-los. Da Austrália, Dory, Marlin e Nemo vão até a Califórnia, num certo Instituto de Vida Marinha, o lugar de onde Dory havia se lembrado. Lá, eles acabam, acidentalmente, se separando. Dory parte para uma longa jornada ao lado de um polvo "fujão" que tem medo do oceano ao encontro de seus familiares e Marlin e Nemo tentam achá-la. 

Algumas coisas em relação a esse novo filme são bem divertidinhas. Como eu não tinha muitas expectativas acerca Procurando Dory (lembrando que estamos falando da sequência de um grande filme), então algumas coisas em parte foram surpresas e outras foram indiferentes. Achei peculiar a participação especial da Marília Gabriela como a porta-voz do santuário aquático, até porque eu achei bem estranho terem posto ela. Como era de se pensar, a Marília Gabriela participou apenas da dublagem nacional. A dubladora da versão original foi a Sigourney Weaver. Não sei se a escolha foi equivalente, mas confesso que foi estranho, até porque quase não dá pra reconhecer a voz da Marília Gabriela. Será que foi a dublagem? 

Os dubladores do primeiro, na versão nacional (vi dublado) continuam os mesmos, pela voz, e os dubladores da versão original também (Ellen DeGeneres como Dory, Albert Brooks como Marlin, menos o Nemo, que foi dublado por outra criança dessa vez). 

Procurando Dory explora metaforicamente as relações e os conflitos familiares de maneira até mais complexa do que a abordagem de Procurando Nemo, embora mantenha-se a mesma seriedade e estética. É mais provável que os adultos compreendam mais e se identifiquem com os elementos mais minuciosos da história, afinal, são as crianças dentro deles que esperaram treze anos pelo retorno triunfal de Dory, Nemo & cia.. Mas, é claro, isso não impossibilita de jeito algum o entretenimento e interação da criançada, que certamente ficará fascinada com as cores, o ritmo e os personagens desta aventura infantil de mão cheia. 

Procurando Dory (Finding Dory)
dir. Andrew Stanton & Angus MacLane - ★★★

sábado, 2 de julho de 2016

Adeus, MICHAEL CIMINO (1939 - 2016)


Difícil de acreditar. Faleceu neste sábado, dia 2, o querido Michael Cimino, diretor de clássicos do cinema como O Franco-Atirador, com Robert De Niro e Christopher Walken, vencedor de 5 Oscars (incluindo Melhor Filme e Direção, entregues a Cimino), e o subestimadíssimo épico O Portal do Paraíso, filme que é tido por muitos (injustamente) como o maior fracasso cinematográfico de todos os tempos, e que levou a United Artists à falência. Cimino cravou um legado inestimável na sétima arte e no coração fílmico de muitos cinéfilos mundo afora. Apesar da curta filmografia (7 filmes e meio como diretor em mais de 30 anos de carreira), Michael é considerado um dos diretores mais influentes e geniais do cinema americano. Afinal, não precisa de uma filmografia gigante pra ser um cineasta de primeira grandeza. Michael estava com 77 anos. Seu último filme foi Na Trilha do Sol, de 1996.