Na manhã de 31 de agosto de 1997, o mundo acordou diante das notícias sobre a morte da Princesa de Gales, Diana, a adorada Lady Di. Todos entram em luto através de tamanha desgraça, que marcou a história da humanidade. O carro em alta velocidade que transportava a Princesa Diana e seu namorado, Dodi, estava sendo perseguido por nove paparazzis franceses em motocicletas. O acidente, no entanto, foi provocado pelo motorista, Henri Paul, que após investigações, foi declarado que estava embriagado e sob efeito de antidepressivos.
2012. O diretor alemão Oliver Hirschbiegel (indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2005 pelo aclamado drama A Queda: As Últimas Horas de Hitler) anuncia Diana, a cinebiografia da vida de Lady Di, e sua respectiva intérprete Naomi Watts. As expectativas de assistir ao filme apenas aumentam, e realmente, as expectativas valem a pena. Diana não é consideravelmente uma obra-prima do cinema, mas é uma fiel e altruísta cinebiografia de uma das maiores mulheres que já viveram. O retrato de impacto do filme é totalmente original, e a direção de Hirschbiegel é sensacional, de tirar o fôlego. A performance de Naomi Watts é simplesmente maravilhosa, na pele de Di. Talvez, Diana seja uma das melhores cinebiografias feitas no cinema comtemporâneo, ao lado de Lincoln e 12 Anos de Escravidão.
O filme, principalmente, aproxima o foco do relacionamento conturbado de Diana com o cirugião cardíaco paquistanês Hasnat Khan. Essencialmente, o filme narra essa fase da vida de Diana, e as complicações dentro dessa relação diante da tremenda fama da princesa, sua vida cheia de compromissos, realizações e viagens, que de certo modo incomodam o pensamento de Hasnat quanto á possível oportunidade de casamento entre os dois (que não ocorreu). Mas interiormente, o filme faz um retrato autêntico de Diana e Hasnat, que não sofreu um impacto diante da mídia comparado ao caso com Dodi. E enfim, o roteiro mostra o destino final de Diana e Hasnat: o acidente imprevisível em Paris, que abalou todo o mundo. E infelizmente, destruiu a paixão verdadeira que existia entre os dois, limitada pelo receio do profundo desempenho da mídia dentro do caso. E a história, tristemente, teve um final triste, que não pôde ser evitado, e que apartou um possível destino feliz para os dois. A visão de Oliver, aqui nesta película, é intensamente particular e constantemente perspectivo. Diana é uma brava e perceptiva cinebiografia, e um intenso e poderoso retrato de uma das mulheres cuja audácia conseguiu alcançar a humanidade, e de um legado infinitamente autêntico!
Diana
dir. Oliver Hirschbiegel - ★★★
Diana
dir. Oliver Hirschbiegel - ★★★

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